1899: Nova série de terror da Netflix ganha cartaz

Ganhou um cartaz a nova série de terror da Netflix, 1899, dos mesmos criadores de Dark, com previsão de estreia marcada para o dia 17 de dezembro.

Cartaz da série 1899

A série terá oito episódios em sua primeira temporada e mostrará imigrantes oriundos de várias regiões em uma viagem da Europa até Nova York em busca de melhores condições de vida. No meio do caminho acontecem eventos aterrorizantes.

Estrelam nomes como Emily Beecham, Aneurin Barnard, Andreas Pietschmann e Miguel Bernardeau.

Netflix não planeja mais ter lançamento semanal de séries

Diferentemente do que informamos aqui, a Netflix informou que manterá sua estratégia com o “formato-maratona”.

NETFLIX

Abaixo um trecho de uma carta enviada pela Netflix aos acionistas da empresa:

“Achamos que nosso modelo de lançamento único ajuda a gerar engajamento substancial, especialmente para títulos mais novos.[…] Acreditamos que a capacidade de nossos usuários mergulharem em uma história do início ao fim aumenta sua diversão, mas também a probabilidade de contarem a seus amigos, o que significa que mais pessoas assistem, participam e ficam com a Netflix.”

Foi divulgado também um gráfico que mostra como o lançamento dos 10 episódios de Dahmer: Um Canibal Americano ajudou a gerar mais fluxo de pesquisa do que outras séries semanais. Os exemplos usados para comparação foram A Casa do Dragão e O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder, uma da HBO e outra da Amazon prime.

Gráfico que mostra a pesquisa no google pelos usuários pelas principais séries lançadas nesse último mês

E você, acha que o formato-maratona é o melhor e a Netflix deve mantê-lo? Ou acha que esse gráfico não mostra a realidade e só aconteceu isso porque Dahmer foi uma série fora da curva que fez com que muitas pessoas pesquisasse sobre a série devido as suas curiosidades com relação ao verdadeiro assassino?

Escreva o que vocês acham aí nos comentários.

Último trailer de Black Panther: Wakanda Forever

Black Panther: Wakanda Forever, estreará nos cinemas mundiais em 11 de novembro e foi liberado um novo trailer, provavelmente o último antes do seu lançamento, que mostra mais alguns detalhes que não haviam sido mostrado anteriormente.

Black Panther: Wakanda Forever

Você pode verificar o trailer clicando no link abaixo:

Trailer de Black Panther: Wakanda Forever

Quantas e quais são as gerações dos consoles de vídeo games

E aí pessoal, abaixo uma matéria especial sobre as gerações dos vídeos games para quem sempre se confundia quando conversava com os colegas de qual geração era qual vídeo game, qual a geração dos controles de 8 bits, 16 bits, 32 bits, etc.

Aqui falaremos apenas dos consoles tradicionais, os vídeos games que engatamos na televisão para jogar, sobre o portátil a história seria um pouco diferente e bagunçaria a classificação, para portáteis teria que fazer uma lista com suas respectivas gerações apenas para eles, o que faremos em um futuro.

Primeira geração: o início de tudo (1972 a 1976)

A primeira geração vem com a revolução de uma ideia completamente nova de se jogar um jogo na televisão. A ideia concebida por Ralph Baer deu origem ao primeiro console, o Magnavox Odissey, seguido pelo famoso Pong e o Coleco Telstar.

Principais consoles da primeira geração

Magnavox Odissey
Pong
Coleco Telstar

Segunda geração: o império do 2600 (1977 a 1983) 

A segunda geração evoluiu o conceito dos jogos em vídeo trazendo microprocessadores de 8-bits e diversos cartuchos com diversos jogos para rodar no mesmo aparelho. O primeiro console desta geração foi o Fairchild Channel F, porém a geração tornou-se muito popular com o Atari 2600, da Atari, que popularizou os vídeo game nas casas das famílias e também foi responsável pela primeira grande crise para os vídeos games.

Outros consoles dessa geração que podemos destacar são Mattel Intellivision, Magnavox Odyssey², ColecoVision, Vectrex, Bally Astrocade e Emerson Arcadia 2001

Principais consoles da segunda geração

Fairchild Channel F
Atari 2600
Magnavox Odyssey 2
Mattel Intellivision

Terceira geração: a Nintendo domina o mundo (1984 a 1986)

Embora a segunda geração também usasse processadores 8-bits, eles eram subutilizados. Foi na terceira geração que o potencial do processador foi completamente utilizado, tanto que esta é conhecida como a verdadeira geração 8-bits. A Nintendo revoluciona o mercado dos games e acaba os salvando da crise ocorrida na época do Atari.

O Famicom (NES no ocidente) fez um grande uso da jogabilidade 2D, trazendo o seu best-seller, Super Mario Bros, uma jogabilidade em side scrolling e um controle adaptado para o 2D, com um direcional em cruz. Também tivemos o Master System da Sega e o Atari 7800 da Atari, embora este última não conseguisse acompanhar os demais.

Principais consoles da terceira geração

Famicom (NES)
Master System
Atari 7800

Quarta geração: Sega x Nintendo (1987 a 1992)

A geração 16-bits, como foi chamada a quarta, evolui a revolução trazida pela terceira. Os processadores agora tinham 16-bits e os controles tinham mais botões. O primeiro console da geração foi o TurboGrafx-16. Porém ele acabou ficando meio esquecido com a chegada dos concorrentes: o Neo-Geo da SNK e principalmente o Mega Drive da Sega e o Super Nintendo da Nintendo, que travaram uma batalha de marketing feroz pelas vendas de seus jogos, sendo que no final o Super Nintendo foi o mais famoso e vendido da geração, apesar da Sega ter vendido bastante também com o seu famoso ouriço azul, o Sonic.

Principais consoles da quarta geração

Super Nintendo
Mega Drive
Neo-Geo

Quinta geração: a revolução 3D (1993 a 1997)

A quinta geração foi a princípio a geração 32-bits. Com mais processamento e capacidade de armazenamento foi possível sair do padrão 2D para começar a sair jogos em ambientes em 3D.

Os primeiros consoles foram o 3DO, Amiga CD-32 e o Atari Jaguar. Porém eles foram esquecidos com a chegada dos grandes nomes: PlayStation da Sony, Saturn da Sega e o Nintendo 64 da Nintendo, que trouxe um videogame com 64 bits (fazendo a geração ser conhecida como geração 32/64 bits).

Exceto pelo Nintendo 64, os consoles nessa geração realizaram a troca de mídia de cartucho para CD, mudando completamente o antigo conceito de armazenamento.

Principais consoles da quinta geração

3DO
Amiga CD-32
Atari Jaguar
PlayStation
Sega Saturn
Nintendo 64

Sexta geração: a Microsoft entra no jogo, literalmente (1998 a 2004)

A era dos 128-bits acabou por ser uma evolução do anterior, agora com gráficos 3D com mais qualidade. O primeiro console desta sexta geração foi o Dreamcast da Sega. Após ele veio o PlayStation 2 da Sony, o GameCube da Nintendo, e por fim o Xbox da Microsoft, que entrou no mercado e acabou por substituir a Sega, que então passou a produzir somente jogos, mesmo que nesse momento a Microsoft ainda estava aprendendo sobre o mercado de games e se preparando para o futuro.

Principais consoles da sexta geração

Dreamcast
GameCube
PlayStation 2
Xbox

Sétima geração: HD e novos controles (2005 a 2011) 

Aqui inicia a batalha entre Microsoft e Sony, e embora o Xbox 360 da Microsoft e o PlayStation 3 da Sony elevaram os níveis gráficos a níveis inimagináveis e trouxeram experiência cinematográfica para os consoles, o Wii da Nintendo trouxe a revolução da interação através do controle de movimento e manteve a Nintendo na disputa. A ideia foi tão revolucionaria que a Sony criou um controle semelhante para o PS3 chamado PS Move e a Microsoft cria o Kinect, uma interface de movimento que capta os movimentos do jogador, sem uso de controle.

Principais consoles da sétima geração

PlayStation 3
Xbox 360
Nintendo Wii

Oitava geração: duelo de gigantes, Nintendo, Sony e Microsoft (2012 até 2019) 

A eterna batalha entre Sony, Microsoft e Nintendo continua e não há indício que outra empresa entrará novamente nessa briga, pelo menos, não tão cedo. Fazem parte dessa geração o PlayStation 4 da Sony, o Xbox One da Microsoft e o híbrido de mesa e portátil Nintendo Switch.

PlayStation 4
Xbox One

Nona geração: a última? (2020 até hoje)

Vivemos uma transformação onde os consoles dedicados se misturam com a computação em nuvem e novas experiências sensoriais promovidas pelas redes conectadas e o metaverso. O Playstation 5 e o Xbox Series X ainda se colocam como novidade em um mercado sólido porém dividido. A Nintendo até o momento não apresentou nenhum console nessa geração e a Google estava tentando entrar nesse ramo com o seu Google Stadia, mas que não deu muito certo e que já foi anunciado que iria ser abandonado.

PlayStation 5
Xbox Séries

Fontes:

Wikipedia

Memoriabit

Bojoga

Mundo Freak

Escrito por Nerd Caótico em 16 de outubro de 2022.

As 20 melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos

Mais uma lista para polemizar, dessa vez postamos na nossa opinião a lista com as 20 melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos.

Sem mais demora, vamos a lista:

Menções honrosas:

Elektra Saga, de Frank Miller e Klaus Janson

A morte de Gwen Stacy, de Gerry Conway, Gil Kane e John Romita

Desafio Infinito, de Jim Starlin, George Perez, Rom Lin e Joe Rubinstein

A saga das trevas eternas, de Paul Levitz, Keith Giffen e Larry Mahlstedt

Gótico Americano de Alan Moore, Stephen Bissette, John Totleben, Rick Veitch, Stan Woch, Ron Randall, Alfredo Alcala e Tom Mandrake

20 – Marvels, de Kurt Busiek e Alex Ross

Marvels foi a obra que fez eu conhecer o fantástico artista Alex Ross. Eu achava seus desenhos, na minha opinião obviamente, perfeitos, principalmente quando li essa obra pela primeira vez.

Edição número um de Marvels de um total de quatro edições

O que acho mais legal em Marvels, além da fabulosa arte, é o fato da história de Kurt Busiek ter como protagonista um personagem narrador humano sem poderes, um repórter, que vira testemunha do aparecimento dos heróis no nosso planeta e de toda a comoção e consequências que isso causaria na humanidade.

Marvels é fantástica e foi a obra que mostrou com a maior maestria e coerência como seria um mundo onde os super heróis realmente existissem.

19 – X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido, de de Chris Claremont, John Byrne e Terry Austin

História criada por Chris Claremont e John Byrne, dupla que foi a responsável pelo grande sucesso dos X-Men. Essa brilhante história foi publicada em Uncanny X-Men, números 141 e 142, em 1981 (no Brasil nas revistas Superaventuras Marvel números 45 e 46, em 1986).

Edição número um de Dias de um Futuro Esquecido

A história tem lugar em uma Nova York distópica durante o ano de  2013 (e pensar que naquela época achávamos esse ano um futuro distante). Neste contexto, a sociedade passa a ter três diferentes castas: a dos Humanos Normais que, desprovidos de genes mutantes, podem procriar; a dos Humanos Anormais, pessoas comuns portadoras dos genes mutantes que não podem procriar; e a dos Mutantes, que são caçados, perseguidos com o amparo da lei e, quando não mortos, obrigados a viver em campos de concentração.

Em 2013 os X-Men planejam uma missão suicida para tentar mudar o passado. Praticamente, quase todos os mutantes morreram e os únicos sobreviventes, utilizavam colares para inibir seus poderes. A Missão consistia em voltar ao passado e impedir o ataque terrorista do grupo de vilões “Irmandade dos Mutantes” à uma conferência no Capitólio da Casa Branca, onde eles mataram Charles Xavier, Moira McTargget e a figura mais importante desta conferência, o senador Kelly, um forte candidato à presidência dos Estados Unidos da América e um não-simpatizante da causa mutante. Este evento desencadearia a opinião popular contra os mutantes e a posterior aprovação da lei que reativaria o projeto Sentinela.

Dias de um futuro esquecido já foi adaptada para desenho, filme, jogos e é uma das obras mais importantes da história dos X-Men.

18 – Batman, O Longo dia das Bruxas, de Jeph Loeb e Tim Sale

Publicado originalmente em 1996, O Longo Dia das Bruxas se tornou um sucesso de crítica e público, apresentando o vigilante no início de sua carreira quebrando a cabeça para prender um assassino em série que age nos feriados. O assassino recebe o apelido de Feriado pela imprensa. E em meio a tudo isso, o Homem-Morcego se une com Gordon e um jovem Harvey Dent para terminar com a soberania criminosa da Família Falcone em Gotham City.

Edição especial de O Longo dia das Bruxas

Contando esse resumo da história dá para perceber claramente de onde Christopher Nolan se inspirou para criar o seu magnífico filme, Cavaleiro das Trevas.

A história se desenvolve por um longo ano, até o próximo dia das bruxas, quando o assassino finalmente é descoberto e apreendido. Porém, no meio disso, o Cavaleiro das Trevas precisa enfrentar vários de seus vilões mais clássicos, como Coringa, Espantalho, Hera Venenosa e Chapeleiro Louco.

17 – Sandman – Prelúdios e Noturnos, de Neil Gaiman, Sam Kieth e Mike Dringerberg

Quando Sandman foi lançado pela primeira vez, Neil Gaiman afirmou isso em uma entrevista, que tinha escrito as primeiras histórias, e o resto ele tinha apenas uma pequena ideia na cabeça.

Edição número um de Sandman

Essas primeiras histórias de Sandman, que no começo eram apenas histórias mas depois com o avanço de Sandman e a criação de arcos para dividir a obra em diversas histórias vieram a ser conhecidas como Prelúdios e Noturnos.

Aqui, basicamente, Neil Gaiman conta como Morpheus foi aprisionado por um grupo de humanos passando décadas preso e depois como ele consegue fugir e a sua busca por suas ferramentas, seu elmo, sua algibeira e seu rubi, que haviam sido roubados ao longo dessas décadas.

Esse arco possui momentos únicos, magníficos, históricos para os quadrinhos, como o duelo no inferno, John Dee no restaurante, Morpheus com John Constantine, entre outros.

16 – Guerra civil, de Mark Millar, Steve McNiven e Dexter Vines

A história começa com uma tragédia, depois da morte de centenas de pessoas em Stamford ocasionada por uma ação impensada dos Novos Guerreiros que só pensavam em angariar mais espectadores para seu reality show, os heróis se dividem em dois grupos. Um grupo, que queria o registro dos heróis, liderados pelo Homem de Ferro, e outro grupo, que lutavam pela liberdade total, liderados pelo Capitão América.

Edição número um de Guerra Civil de um total de sete edições

Guerra Civil é uma história de heróis contra heróis, o que pode incomodar um pouco, pois não é comum vermos nossos heróis preferidos fazerem atitudes comuns a vilões, como golpes sujos, enganações, tramoias, experimentos científicos questionáveis para conseguir completar seus objetivos e até assassinatos de outros heróis, que faz com que essa história tenha várias camadas para entendermos o que está acontecendo.

Guerra Civil abriu espaço para uma renovação do Universo Marvel e é uma saga muito bem construída que propõe debates e conversas sérias, pois é muito difícil apenas escolher um lado, podemos concordar com algumas coisas de um grupo e outras de outro, mas o mais natural aqui é ficarmos em cima do muro, evitando os extremos, afinal de contas até dentro de grupos de pessoas heroicas, honradas, com super poderes, o extremismo é péssimo, fazendo com que o que poderia ter sido resolvido com uma conversa tenha que ter causado tanto caos, dor e mortes.

15 – Superman – Grandes Astros, de Grant Morrison e Frank Quitely

Eu diria que Superman Grandes Astros é a história definitiva do super herói mais super herói de todos os tempos, o primeiro herói criado, o super-homem.

Edição número um de Grandes Astros de um total de doze edições

O que o Superman faria se soubesse que iria morrer em um ano? Em razão de uma armadilha feita pelo seu eterno arqui-inimigo, Lex Luthor, que sobrecarregou suas células com energia solar fazendo com que elas comecem a morrer, condição logo detectada pelo cientista Leo Quintum, Superman passa a fazer uma espécie de lista de tarefas que tem que completar antes de morrer, dentre elas contar sua identidade para Lois Lane, resolver a questão da cidade miniaturizada de Kandor, miniaturizado por Brainiac, e uma infinidade de outros problemas.

Grandes Astros Superman pode facilmente ser definida como a HQ definitiva do Homem de Aço. É uma homenagem a tudo que o herói viveu em sua história, e mostra tudo aquilo que ele representa, o primeiro e o mais nobre entre os heróis.

14 – Sandman – A Casa de Bonecas, de Neil Gaiman, Mike Dringerberg e Malcolm Jones III

Neil Gaiman está, com toda certeza entre os cem maiores escritores de todos os tempos, e em relação apenas a quadrinhos, ele entraria fácil no top das maioria dos críticos e apreciadores de quadrinhos e Sandman com certeza é sua obra prima e o arco a casa de bonecas foi onde as histórias de Morpheus começaram a ganhar corpo e densidade e se tornarem o que se tornaram.

Edição número dez de Sandman

Nesse arco, após recuperar seu elmo e algibeira e do rubi ter sido destruído no primeiro arco, Prelúdios e Noturnos, Morpheus começa no plano de reconstruir o seu reino e descobre que quatro grandes haviam sumido do sonhar (Corintio, Bruto, Glob e o Verde do Violinista) além da exisxtência de um Vortex, Rose Walker, neta de Unity Kincaid, que poderia destruir o sonhar.

Esse arco termina de uma forma surpreendente e eu me lembro bem no dia que li essa arco pela primeira vez, a mais ou menos 30 anos atrás, a sucessão de momentos de explodir a cabeça que tive. Lembro como se fosse hoje.

13 – Guerras Secretas, de Jonathan Hickman, Esad Ribić e Ive Svorcina

Guerras Secretas, de 2015, pode ser definido como representando para a Marvel o que Crise nas Infinitas Terras representou para a DC, o fim de um emaranhado de multiversos em quem nem mais os escritores estavam mais se encontrando precisando de certa forma um recomeço a partir de um ponto cataclísmico.

Edição de Guerras Secretas

Quando Guerras Secretas começa, o Doutor Destino e o Doutor Estranho, junto com o Homem-Molecular da Terra-616 (o Universo Marvel  normal) encontram-se com os Beyonders. Enquanto isso, as duas últimas Terras encontram-se em choque – a Terra-616 e a Terra-1610 (o Universo Marvel Ultimate), com seus respectivos heróis em pleno combate, já que, se uma Terra for destruída, a outra sobrevive.

Resumindo, Guerras Secretas é uma espécie de reboot do Universo Marvel em que a editora aproveitou a oportunidade para trabalhar completamente livre do peso imposto pela continuidade para, depois, aproveitar do que deu certo para efetivamente partir desse ponto.

12 – Homem-Aranha – a última caçada de Kraven, de J.M. DeMatteis, Mike Zeck e Bob McLeod

A melhor história do Homem-Aranha, resumindo assim, já seria motivo mais que suficiente para colocar essa obra na lista, vista a popularidade do teioso e pelo fato de ser um dos meus personagens favoritos, junto com Demolidor e Justiceiro, mas além de tudo essa história quando você a lê pela primeira vez é como se você fosse surpreendido pois não era algo que se espera de uma história do amigo da vizinhança.

Edição Especial da obra A Ultima Caçada de Kraven

Peter Parker, recém casado com Mary Jane, precisa lidar com muitas coisas ao mesmo tempo, além dos problemas diários que enfrenta sendo Homem Aranha, tem as atribulações da sua nova vida de casado como Peter Parker. E, em meio a isso tudo, surge o personagem protagonista da obra, Kraven, que arquiteta um plano audacioso que consiste em, finalmente, realizar seu objetivo de capturar e superar sua maior presa: o Homem-Aranha.

A Última Caçada de Kraven nos apresenta uma relação antagônica entre Homem-Aranha e Kraven, com muita tensão e drama, uma história trágica, que levanta questões filosóficas que em até certa medida pode deixar uma certo desconforto no leitor, mas que merece o título de clássico e o seu lugar nessa humilde lista.

11 – Reino do amanhã, Mark Waid e Alex Ross

Mais uma obra prima desenhada pelo cultuado artista dos desenhos Alex Ross, e com excelente roteiro de Mark Waid essa obra é uma daquelas obras que já nasceram clássica devido combinar com uma perfeição poucas vezes vista, roteiro e arte.

Edição número um de O Reino do Amanhã de um total de quatro edições

Assim como em Marvels, essa obra possui um personagem testemunha narrador, chamado Norman McCoy, e é através dele que descobrimos uma nova geração de heróis que, após eliminaram os supervilões do passado, agora vagam pelo mundo sem propósito ou causa, arrumando brigas entre si para satisfazerem seus egos e sua sede de combates e violência, sem se importarem com a segurança de transeuntes inocentes. Esta indiferença super-humana resulta num mundo de decadência humana e ruas em ruínas. Algo que vimos em The Boys atualmente.

Nesse contexto que os heróis antigos como Super Homem, Mulher Maravilha e um Batman envelhecido tem que lidar com essa nova realidade mundial.

10 – Crise nas infinitas terras, de Marv Wolfman, George Perez, Dick Giordano e Jerry Ordway

Série criada para “consertar” os problemas de continuidades e confusões entre diversas versões dos mesmos heróis e vilões além de furos colecionadas ao longo de décadas.

Edição número um de Crise nas Infinitas Terras de um total de três edições

Essa série praticamente reformulou todo o universo DC e nela morreu muitos heróis e vilões, inclusive universos inteiros foram dizimados no decorrer da história, contando assim com um grande apelo dramático para os fãs.

Devido ao tamanho da empreitada, essa obra possui alguns problemas, mas que não diminuem em nada a importância e qualidade da obra, que possui desenhos com uma qualidade muito boa principalmente nos planos que mostram todos os heróis ou uma visão geral das terras ou dos universos. Uma leitura obrigatória para todo fã de história de quadrinhos de super heróis.

9 – A saga da fênix negra, de Chris Claremont, John Byrne and Terry Austin

Escrita por Chris Claremont e com desenhos de John Byrne e Dave Crockrum, A saga da Fenix Negra é considerada por muitas pessoas, eu inclusive, como um dos maiores clássicos da Marvel e que mudou a vida dos X-Men para sempre e pode ser considerada também o ápice da parceria Byrne/Claremont.

Edição especial da obra A Saga da Fênix Negra

A Fênix é uma das mais antigas e poderosas entidades cósmicas da Marvel, sendo uma manifestação imortal, indestrutível e mutável da principal força do universo, a vida. A entidade Fênix se junta a Jean Grey, convivendo com ela por um tempo, até um ponto devido a acontecimentos na história que a entidade acaba transformando a doce Jean, numa das vilãs mais temida dos X-Men.

8 – Batman – A piada mortal, de Alan Moore, Brian Bolland e John Higgins

Uma história curta, em uma única edição, cheia de reviravoltas, com dúvidas que perduram até hoje, que mostra um Coringa completamente enlouquecido que após fugir da prisão decide expandir o seu reinado de terror e transformar o Comissário Gordon e sua filha em alvos de sua onda de violência.

Edição especial da obra Batman a Piada Mortal

Escrita por Alan Moore, presença constante nessa lista, é Batman – a piada mortal é uma obra extremamente violenta, mais que o usual, com cenas até certo aterrorizantes para uma história de super herói e o seu final levanta discussões até hoje. Com certeza uma das obras mais importantes dos quadrinhos.

7 – V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd

V de Vingança conta a história de um revolucionário que na Inglaterra quer destruir o estado em futuro distópico e pós-apocaliptico em 1997. Escrita pelo maior de todos, Alan Moore, e desenhada em grande parte por David Lloyd e lançada entre os anos de 1982 e 1983.

Edição número um de V de Vnigança de um total de 5 edições

Apesar de usar como pano de fundo uma época bem definida, os anos 80 inglês o governo da primeira ministra Margaret Thatcher, que era conhecida como a Dama de Ferro, misturado com um clima de terceira guerra mundial e governos absolutistas e ditatoriais V de Vingança é uma obra atemporal, sendo considerada muito atual ainda nos dias de hoje, visto os problemas do passado parecem que gostam de retornar para nos assombrar.

V de Vingança possui personagens marcantes, cheios de profundidades, camadas, como o anti herói da história, o “terrorista” conhecido como “V”, temos o detetive Eric Finch e a Evey Hammond, uma personagem que possui um crescimento muito grande durante a passagem da história.

6 – Demolidor: A queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli

A obra definitiva do Demolidor, escrita por Frank Miller e desenhada por David Mazzuchelli.

A queda de Murdock é uma reflexão da sociedade através da história de Matt, ele basicamente come o pão que o diabo amassou, e tem a escolha de desistir de tudo ou dar a volta por cima e vencer.

Edição especial da obra Demolidor A Queda de Murdock

Matt é completamente destruído por influência do Rei do Crime, mas ninguém se movimentou para tentar parar isso, ele está ali como uma força natural e sem amarras morais.

O início é marcante, quando Karen Page “vende” o segredo da identidade do Demolidor por uma dose de heroína, passando por outros momentos de igual impacto, como quando Matt leva uma Rei do Crime que resolve não matá-lo ali mesmo quanto sua virada no final.

5 – Batman – Ano um, de Frank Miller e David Mazzucchelli

O história de origem definitiva para o Batman, escrita pelo mestre Frank Miller e com ótimos desenhos de David Mazzucchelli (em mais uma parceria de sucesso), que mostram uma Gotham City super sombria.

Edição especial da obra Batman Ano Um

Ano Um conta a história contada pelo ponto de vista de Bruce Wayne e do Tenente Gordon. Aqui acompanhamos a chegada de Gordon em Gotham City e ele dando de cara com uma corporação policial corrupta e associada ao poderoso mafioso, Carmine Falcone. enquanto Bruce Wayne chega a Gotham após anos de rigorosos treinamentos de combate e estudos de como combater o crime.

Após Batman começar a agir políticos e mafiosos intimidados pelo misterioso vigilante colocam nas ruas seus melhores homens sob o comando de Gordon para caçar o morcego. Por algumas vezes, Batman é acometido por falhas que como ele mesmo diz, só escapou por “Sorte. Sorte de principiante”.  E é aí que também surgem as indagações na mente do até então tenente Gordon se estaria realmente do lado certo.

4 – Maus, de Art Spiegelman

Diferentes das outras histórias dessa lista, essa não conta a história de um super herói ou um grupo de heróis, ou divindades, imortais, místicos, ou algo do gênero.

Edição da obra Maus

Maus conta a história do pai de Art, Vladek Spiegelman, um judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Vladek conta a história ao filho com seu “inglês quebrado,” característico dos imigrantes, e narra as atrocidades pelas quais passou. Na obra, seres humanos são classificados como diferentes animais: judeus são ratos, nazistas são gatos, poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros.

É uma história intimista, que conta um momento muito aterrorizante da história da humanidade, e faz isso de uma forma que você se emociona e sente o que o autor escreve a cada palavra, a cada imagem. Foi a única obra em quadrinhos a ganhar um prêmio Pulitzer, isso em 1992.

3 – Sandman – Estação das brumas, de Neil Gaiman, Kelley Jones, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Matt Wagner, Dick Giordano, George Pratt e P. Craig Russell

Em terceiro lugar, está o melhor arco de Sandman, obra prima de Neil Gaiman, Estação das Brumas, que possui muitos momentos marcantes.

Edição Número um de Sandman

Esse arco mostra a primeira vez a reunião de todos os perpétuos, com exceção de Destruição, obviamente. O jantar entre eles com certeza é um dos momentos mais emblemáticos dos quadrinhos. Depois disso a ida de Morpheus ao Inferno, o encontro com Lúcifer e o jeito que esse encontro termina quebra todas as expectativas. Além de como Morpheus lida com as consequências do presente que ganhou de Lúcifer é outro exemplo de um momento emblemático, histórico.

Sem contar que as consequências de estação das brumas perseguem Morpheus até o final de sua jornada.

2 – Batman – O cavaleiro das trevas, de Frank Miller e Klaus Janson

Mais uma obra prima escrita por Fran Miller, The Dark Knight mostra um Bruce Wayne mais cansado, que aos 55 anos decide voltar a agir como o Batman para combater a Gangue Mutante, fazendo frente também à oposição da polícia de Gotham (que tem agora o Comissário Jim Gordon aposentado-se de sua carreira policial) e o governo dos Estados Unidos. Os heróis do mundo todo estão extintos por lei, havendo apenas o Superman, que passou a agir em nome do governo americano.

Edição especial da obra Batman O Cavaleiro das Trevas

Uma das histórias em quadrinhos mais importantes, que na minha opinião, apesar de ficar um pouco atrás de Watchman, ajudou junto com essa obra e Sandman, a mudar os quadrinhos de patamar. Em Cavaleiro das Trevas não se vê a leveza que se via nas histórias de super heróis antes dessa época.

Nessa época o público conhecia o Batman da TV, que era muito mais comédia e agradava um público diferente, então o impacto que Batman o Cavaleiro das Trevas teve para o público foi tamanho que até hoje influencia escritores e desenhistas.

1 – Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons

Watchmen narra uma história de um Estados Unidos fictício que, em 1985, são um país totalitário e isolado do resto do mundo. Nesse momento, o equilíbrio entre forças no planeta é garantido a partir de presenças de arsenais nucleares e das figuras chamadas como super-heróis.

Edição número um de Watchmen de um total de seis edições

Watchmen é um marco nas histórias em quadrinhos, possui uma história complexa, com outras histórias dentro da história principal, além de figuras de linguagens, flashbacks e outras construções de textos mais elaboradas e questões mais adultas para um quadrinho como orientação sexual, preconceitos, estupro, isso dentro de um grupo de super heróis que antes nas histórias em quadrinhos eram vistos como sempre bons e além de desejos sexuais humanos.

Na minha opinião com certeza essa é a obra definitiva. Gosto muito e foi a experiência mais impactante para mim ao ler um quadrinho. Eu sei que existe algumas pessoas que não gostam de Watchmen, afinal gosto pessoal é, como diz o próprio nome, pessoal, e respeito essas opiniões, mas mesmo para essas pessoas uma coisa que não tem como negar que essa seja a obra mais importante das histórias em quadrinhos, criada pelo maior, Alan Moore.

E você, o que achou da nossa lista, concordou? Provavelmente não, diga aí nos comentários o que pensa diferente, o que mudaria ou nos escreva qual suas histórias preferidas.

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A repercussão sobre a série Dahmer: Um Canibal Americano

Essa nova série da NetFlix está entre os assuntos mais comentados pela internet. Está todo mundo falando sobre Jeff Dahmer, seus costumes, seus problemas na infância, tanto com seus pais quanto no colégio, a questão do abuso de remédios por sua mãe, o medo que Jeff tinha de ficar sozinho, o bullying que sofria no colégio, entre outras coisas.

Novo sucesso da NetFlix a série Dahmer: Um Canibal Americano

O que tem repercutido muito sobre essa série é o fato dela ser uma história real, com vítimas reais, e não uma história fictícia. Isso faz com que as pessoas pesquisem muito a história do verdadeiro Jeff Dahmer e seus pais e suas vítimas, reabrindo feridas nos parentes das vítimas reais desse caso.

Apesar do sucesso da série, foram quase 200 milhões de visualizações e 200 mil horas assistidas apenas na semana de estreia. Mas isso não significa que todos tenham gostado a série, o que aconteceu é que a série despertou a curiosidade de muitos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a série está sendo muito mal recebida. Muita gente detestou Dahmer por motivos diferentes. Tem gente com aversão porque a série desperta gatilhos emocionais fortes. Algumas pessoas estão tendo pesadelos. E tem muita gente achando que a série pecou em dar palco para um assassino de verdade.

Evan Peters interpreta o assassino serial e canibal Jeff Dahmers

O sucesso da série foi tanto que a Netflix já divulgou que vai produzir mais uma temporada da série Conversando com o Serial Killer, dessa vez sem ator. A próxima série será mais documental, mostrando vídeos do próprio Jeff Dahmer de verdade.

E o pior de tudo é que tem crescido o número de “fãs” do Jeff Dahmer na internet. Desde que a série estreou, surgiu uma enxurrada de comentários, páginas de fãs, entre outras manifestações desejando o Jeff Dahmer. O cara virou um ícone da cultura pop nessa semana. Alguma coisa tem aí que desperta um fascínio maluco no público.

Trailer da série

Apesar de toda essa polêmica, que faz a série bombar ainda mais, uma coisa é o trabalho de reconstrução das cenas feita na séria, muito realista, com uma dinâmica que nos faz ficar com uma apreensão incontrolável sem precisar apelar para recursos baratos como jump scare. Sem contar na interpretação muito verossímel feita pelo ator Evan Peters, cotado para ganhar vários prêmios no próximo ano.

E você gostou da série? Achou que realmente deveria ser feita? Ou não gostou? Não acha que deve ser feitas obras de assassinos reais?

Escreva aí nos comentários o que achou.

Fontes:

Revista Time

Ei Nerd

G1.Globo

UOL

Observatório do Cinema

    Saiu um Teaser da série de The Last of Us

    A HBO divulgou em 26/09/2022 um teaser para uma série para o aclamado jogo de sucesso da Naughty Dog e PlayStation, The Last of Us. O elenco conta com Pedro Pascal e Bella Ramsey interpretando Joel e Ellie.

    Cena do teaser do Joel e da Ellie atravessando uma ponte

    Por enquanto, The Last of Us não tem uma data específica, mas a HBO confirmou que chegará em 2023 na HBO Max.

    Confira abaixo o trailer:

    Teaser de The Last of Us

    E aí, conte-nos o que achou? Ansioso?

    Nós aqui da Usina Nerd estamos muito ansiosos por essa série, ela tem tudo para ser muito boa e fiel ao jogo.

    A história das histórias em quadrinhos

    Quem criou a primeira história em quadrinhos? Como foi a história dessa forma de arte aqui no Brasil. As principais obras, os principais escritores e criadores. Saiba de tudo sobre a origem e a evolução das HQ nesse artigo especial.

    Como tudo começou, a primeira HQ

    A primeira história em quadrinhos com as características que conhecemos hoje foi publicada nos EUA em 1894 em uma revista chamada Truth. A autoria é do americano Richard Outcault. Meses mais tarde, o jornal New York World começou a publicá-la oficialmente.

    Essa HQ intitulou-se “The Yellow Kid” e narrava as peripécias de uma criança que vivia nos guetos de Nova Iorque, sempre vestida com uma grande camisola amarela.

    História do garoto amarelo publicada em 24 de outubro de 1897 no New York Journal

    A personagem comunicava-se por gírias, numa linguagem bastante coloquial, e trazia reflexões sobre a sociedade de consumo e questões raciais e urbanas.

    Embora essa seja considerada a primeira história em quadrinhos, é importante destacar que algumas manifestações artísticas que já existiam há tempos serviram como influência para a criação das HQs.

    Como, por exemplo, as pinturas do século XIV nas igrejas católicas contando a via-sacra. Nelas é possível observar a trajetória do julgamento e crucificação de Jesus Cristo através de desenhos feitos de forma sequencial.

    E no Brasil?

    No Brasil, a primeira revista em quadrinhos chamou-se O Tico-Tico e foi publicada em 1905 pelo periódico O Malho.

    Idealizada pelo artista Renato de Castro, foi influenciada pela HQ francesa La Semaine de Suzette e teve como personagem mais popular o garoto Chiquinho.

    Tico-Tico, a primeira história em quadrinhas brasileira

    Mas foi apenas em 1960 que o público brasileiro teve um gibi inteiramente colorido, com a publicação de A Turma do Pererê, do cartunista Ziraldo. O gibi foi apresentado pela Editora O Cruzeiro e trazia personagens inspirados na cultura nacional.

    Em 1964 o gibi foi retirado de circulação por conta da censura instaurada durante a ditadura militar e só voltou a ser publicado novamente em 1975.

    A Turma do Pererê foi a primeira história em quadrinhos colorida feita no Brasil.

    Foi também na década de 60 que surgiu a história em quadrinhos mais conhecida do Brasil, a Turma da Mônica, criada pelo paulistano Maurício de Souza. A revistinha fez tanto sucesso que hoje é publicada em mais 40 países e traduzida em 14 idiomas.

    A Turma da Mônica conta com personagens marcantes conhecidas no país inteiro. Além da própria Mônica, que sempre veste um vestido vermelho, tem sua amiga Magali que adora comer e sempre está de vestido amarelo, o Cebolinha, que está sempre de camiseta verde e sua marca registrada é trocar a letra r por l nas palavras e tem também o Cascão, que foge da água igual a vampiro que foge da cruz e sempre usa uma camiseta amarela.

    Turma da Mônica faz sucesso com as crianças há mais de 60 anos

    As histórias em quadrinhos estão presentes em todo o mundo e existem várias personagens emblemáticas.

    Uma delas é Mafalda, criação do cartunista argentino Quino no ano de 1964. Nessa tirinha, a garota de aproximadamente 6 anos de idade possui um pensamento reflexivo e questionador sobre a realidade mundial, sempre trazendo um ponto de vista humanista sobre as situações.

    Mafalda é muito conhecida em toda a América Latina e na Europa e se tornou um símbolo argentino.

    Mafalda, uma garota rebelde e inconformada diante dos problemas da humanidade

    Outra HQ notável é Calvin and Hobbes (intitulada Calvin e Haroldo no Brasil). Criada em 1985 pelo americano Bill Watterson, as tirinhas foram exibidas em jornais até 1995.

    Nela, o garoto Calvin vive as maiores aventuras e uma amizade profunda com o tigre Haroldo – que na realidade não passa de um bicho de pelúcia.

    História clássica de Calvin e Haroldo, muito utilizada até hoje para homenagear as mães

    Outro personagem notável dos quadrinhos é o menino maluquinho, também criado pelo desenhista e cartunista Ziraldo, que se tornou um fenômeno durante os anos 80 e 90. Além do livro original, foram lançadas histórias que foram publicados pela Abril e Globo, de 1989 até 2007.

    O livro original que inspirou a revista se tornou um sucesso, tendo vendido até dezembro de 2005 mais de dois milhões e meio de exemplares, sendo conhecido por inúmeras crianças, servindo de inspiração para peças teatrais, filmes, óperas e séries de TV.

    O menino maluquinho foi uma história que marcou a infância de muitas crianças nos anos 80 e 90
    E os super-heróis, onde ficam?

    Muito do sucesso das histórias em quadrinhos se deve também aos super heróis, principalmente os heróis da Marvel e DC que já estão no mercado há muito tempo e tudo indica que continuarão por muito mais, devido o sucesso que fazem até hoje.

    A DC veio antes da Marvel. A empresa que viria a se tornar a DC (o nome veio de sua primeira revista, Detective Comics) foi fundada em 1934, enquanto a primeira publicação da Marvel saiu em 1939, quando a editora ainda tinha o nome Timely Publications. Os primeiros heróis da DC foram o Superman, o Batman e Mulher Maravilha e da Marvel foram o Tocha Humana e Namor, o Príncipe Submarino.

    A título de curiosidade: a primeira criação de Stan Lee na Marvel foi o Quarteto Fantástico, em parceria com o artista Jack Kirby.

    Marvel e DC foram as criadoras dos principais super heróis da história dos quadrinhos

    A década de 40 marcou o surgimento de The Spirit, criada pelo mestre Will Eisner, considerado por muitos o melhor escritor de quadrinhos de todos os tempos. The Spirit conta a história do detetive mascarado, Denny Colt, um herói sem superpoderes que protege os habitantes da cidade fictícia de Central City. A série se destacou pela inovação dos enquadramentos quase cinematográficos, os efeitos de luz e sombra e as inovadoras técnicas narrativas, além da qualidade do roteiro e da arte. Sempre a presença de belas mulheres, cenas hilariantes, melodramáticas, mas que enfatizavam sobretudo o aspecto humano dos personagens.

    The Spirit é considerada uma das obras mais importantes das histórias em quadrinhos

    As graphic novels – Romance Gráfico em português – são HQs que apresentam conteúdos voltados para o público adulto. Com histórias longas, densas e elaboradas como os romances, geralmente usam como suporte livros com edições caprichadas, papéis e impressões de alta qualidade.

    Como exemplo importante dessa forma de arte temos a obra Maus, de Art Spiegelman, publicada em duas partes, em 1986 e em 1991.

    Nesse romance, o autor narra as memórias de sua família pela perspectiva de seu pai, que com sua mãe, passou pelos horrores do holocausto na Alemanha nazista. Na história, os judeus são representados pela figura de ratos e os nazistas aparecem como gatos.

    Em 1992, Maus ganhou o Prêmio Pulitzer de literatura, oferecido a obras jornalísticas. Foi a primeira vez que uma história em quadrinhos ganha esse tipo de reconhecimento.

    Maus é um relato comovente sobre Auschwitz e um acerto de contas do artista com o pai

    Outro escritos de quadrinhos a ganhar um prêmio fora do círculo de premiação para quadrinhos foi Neil Gaiman, que ganhou um World Fantasy Award. Na premiação de 1991, a HQ Sandman, número 19 (“A Midsummer’s Night Dream”), ganhou o prêmio de Melhor Conto. Posteriormente, foi feita uma alteração nas regras, restringindo HQs à categoria de Prêmio Especial.

    Por volta dessa época os leitores dos quadrinhos da Marvel e DC também estavam recebendo diversos quadrinhos com uma temática mais adulta, principalmente as escritas por Neil Gaiman, Alan Moore e Frank Miller. Foi uma época de desconstrução dos super heróis e seus efeitos duram até hoje.

    Neil Gaiman e Alan Moore, duas lendas dos quadrinhos

    Esse é um pequeno resumo das histórias em quadrinhos, que possuem um pouco mais de um século e tem obras magníficas que já entraram para o hall de grandes obras da humanidade. Ainda tem muita coisa sobre histórias em quadrinhos para se falar e esse pequeno resumo que fiz foi uma pequeno apanhado em algumas das histórias escritas no ocidente, mais especificamente nas américas. Além do citado aqui, tem muitas histórias boas na Europa, no oriente, na Ásia, que apesar de ser escrita de uma forma diferente, também possuem histórias magníficas e são muito venerados pelo mundo.

    Espero que tenham gostado dessa viagem pelo mundo das histórias em quadrinhos e quem sabe eu faça uma parte 2 falando sobre a origem das histórias em quadrinhos em outros continentes.

    Escrevam aí nos comentários o que acharam.