Os jogos de plataforma ocupam um lugar especial na história da indústria dos videogames. Desde os primeiros consoles, esse gênero foi responsável por definir conceitos fundamentais como movimentação precisa, design de fases, progressão de dificuldade e identidade visual marcante. Saltar entre plataformas, desviar de obstáculos e enfrentar inimigos tornou-se uma linguagem universal dos games, compreendida por jogadores de todas as idades e gerações.

Ao longo das décadas, os jogos de plataforma evoluíram constantemente, acompanhando os avanços tecnológicos e as mudanças no perfil dos jogadores. Do simples 2D dos anos 1980, representado por clássicos como Super Mario Bros. e Mega Man, até experiências complexas em 3D e híbridos modernos como Celeste, Hollow Knight e Ori and the Blind Forest, o gênero mostrou uma capacidade única de se reinventar sem perder sua essência.
Mais do que entretenimento, os jogos de plataforma ajudaram a moldar a própria indústria dos games. Eles impulsionaram vendas de consoles, criaram mascotes icônicos, estabeleceram padrões de design usados até hoje e provaram que jogos podem contar histórias profundas por meio da jogabilidade. Mesmo em um mercado dominado por mundos abertos e gráficos ultrarrealistas, o gênero plataforma continua relevante, criativo e indispensável para o passado, o presente e o futuro dos videogames.
Antes da lista, segue alguns jogos de plataforma como menções honrosas, que poderiam facilmente estar no Top 20. Eles são extremamente importantes para o gênero, seja por inovação, popularidade ou impacto cultural.
Earthworm Jim (1994) – Um jogo que se destacou por seu humor irreverente, animações exageradas e estilo artístico único. O jogo acompanha uma minhoca vestindo um traje espacial em fases extremamente criativas e imprevisíveis.
Além da jogabilidade sólida, o jogo ficou famoso por quebrar expectativas, oferecendo fases com mecânicas completamente diferentes, como corridas, perseguições e puzzles inesperados. Earthworm Jim se tornou um símbolo da ousadia dos jogos de plataforma dos anos 90.
Fez (2012) – Trouxe uma ideia inovadora ao gênero de plataforma 2D: a possibilidade de girar o mundo em 3D. O jogador controla Gomez em um universo aparentemente bidimensional, mas que revela profundidade ao rotacionar o cenário.
O jogo é altamente focado em exploração, puzzles complexos e segredos escondidos, recompensando jogadores atentos e curiosos. Fez é um excelente exemplo de como o gênero plataforma ainda pode surpreender com ideias criativas e design inteligente.
A Hat in Time (2017) – Uma verdadeira carta de amor aos jogos de plataforma 3D clássicos dos anos 90. Inspirado em títulos como Super Mario 64 e Banjo-Kazooie, o jogo traz mundos abertos, personagens carismáticos e grande liberdade de exploração.
Seu tom leve, humor constante e trilha sonora animada conquistaram fãs rapidamente. Mesmo sendo um jogo independente, A Hat in Time mostrou que o estilo clássico de plataforma 3D ainda tem espaço e público nos dias atuais.
Yoshi’s Island (Super Mario World 2) (1995) – Trouxe uma abordagem completamente diferente para a série Mario. Com um visual que simula desenhos feitos à mão com lápis de cera, o jogo chamou atenção imediatamente por sua identidade artística única. O jogador controla Yoshi, que deve proteger o bebê Mario ao longo das fases.
O gameplay introduziu mecânicas inéditas, como arremessar ovos, flutuar e resolver puzzles criativos. Apesar do visual fofo, o jogo apresenta desafios avançados e é considerado um dos jogos de plataforma 2D mais bem projetados de todos os tempos.
Spyro the Dragon (1998) – Foi um dos grandes nomes do PlayStation na era 3D. O jogo se destacou por oferecer mundos amplos e coloridos, com foco em exploração, coleta de itens e voo em curtas distâncias, algo pouco comum nos jogos de plataforma da época. Controlar Spyro era intuitivo e prazeroso, o que tornava a experiência acessível para jogadores de todas as idades.
Além do carisma do personagem principal, o jogo ficou marcado por sua trilha sonora composta por Stewart Copeland, ex-baterista da banda The Police. Spyro ajudou a consolidar os jogos de plataforma 3D no PlayStation e se tornou uma franquia extremamente querida até hoje.
Braid (2008) – Foi um jogo de plataforma 2D que combina puzzles criativos com manipulação do tempo. O jogador controla Tim, que atravessa mundos visualmente delicados, resolvendo desafios únicos em cada fase. À primeira vista, a aventura parece ser a clássica missão de resgatar uma princesa, com cenários inspirados nos jogos de plataforma tradicionais, mas com uma atmosfera mais reflexiva e estratégica.
Conforme a história se desenrola, o jogo revela um final surpreendente: Tim não é o herói que imaginávamos, mas alguém movido por obsessão, invertendo completamente a perspectiva do jogador. Essa reviravolta, aliada à mecânica do tempo, transforma Braid em um marco dos jogos indie, mostrando como uma narrativa profunda pode ser contada de forma sutil e impactante dentro de um jogo de plataforma.
Agora sim, abaixo, na opinião da Usina Nerd, está uma lista com os 20 melhores jogos de plataforma de todos os tempos, considerando impacto histórico, qualidade de design, inovação e popularidade.
20. Kirby’s Adventure (1993)
Kirby’s Adventure é um verdadeiro marco na história dos videogames e um dos títulos mais impressionantes já lançados para o NES. Chegando ao mercado em 1993, quando o Super Nintendo já estava em evidência, o jogo mostrou que o console de 8 bits ainda tinha muito a oferecer. O grande diferencial dessa aventura foi a introdução do sistema de cópia de habilidades, que transformou completamente a jogabilidade da franquia. Ao absorver inimigos específicos, Kirby passa a utilizar poderes variados, como ataques elementais, armas e movimentos especiais, trazendo dinamismo, estratégia e um forte incentivo à experimentação. Tudo isso é apresentado com gráficos surpreendentemente detalhados, animações fluidas e uma trilha sonora marcante, criando uma experiência visual e sonora muito acima da média para o hardware da época.

No enredo, o jogo vai além da simplicidade aparente ao apresentar uma narrativa com reviravolta memorável. Inicialmente, o Rei Dedede surge como o vilão responsável por destruir a Star Rod, artefato essencial para manter os sonhos do Reino dos Sonhos. No entanto, conforme a história avança, fica claro que suas ações tinham como objetivo conter uma ameaça ainda maior: o sinistro Nightmare, o verdadeiro antagonista da trama. Essa abordagem adicionou profundidade inesperada à história e ajudou a fortalecer o universo da série. Com fases criativas, chefes carismáticos, segredos bem distribuídos e um sistema de progressão acessível, Kirby’s Adventure consolidou o personagem como um dos ícones mais queridos da Nintendo e deixou um legado duradouro que continua influenciando a franquia até os dias atuais.
Plataforma: NES
Criador: Masahiro Sakurai
Empresa: Nintendo
Peculiaridade: sistema de cópia de habilidades
19. Shovel Knight (2014)
Shovel Knight é um dos maiores símbolos da era moderna dos jogos independentes, provando que o espírito dos clássicos pode ser reinventado com criatividade e identidade própria. Lançado em 2014 pela Yacht Club Games, o título presta uma homenagem clara aos jogos de ação e plataforma da era 8 e 16 bits, especialmente aos clássicos do NES, mas sem se limitar à nostalgia pura. O controle preciso, a física refinada e o design inteligente das fases criam uma experiência que equilibra desafio e acessibilidade, agradando tanto veteranos quanto novos jogadores. O uso da pá como arma principal não é apenas um diferencial estético, mas um elemento central da jogabilidade, permitindo ataques, saltos estratégicos e interações criativas com o cenário. Visualmente, o jogo adota pixel art detalhada e extremamente bem trabalhada, acompanhada por uma trilha sonora memorável composta por Jake Kaufman, que reforça a identidade épica da aventura.

Narrativamente, Shovel Knight apresenta uma história simples, porém eficiente, centrada na jornada do herói em busca de redenção e esperança após uma tragédia pessoal. Para isso, o jogador enfrenta a Ordem dos Cavaleiros Sem Quartel, um grupo de chefes carismáticos e variados, cada um com personalidade própria, mecânicas únicas e fases cuidadosamente desenhadas para explorar suas habilidades. A progressão é estruturada em um mapa-múndi inspirado nos clássicos, oferecendo liberdade de escolha, segredos bem escondidos e recompensas que incentivam a exploração. Com seu sucesso crítico e comercial, Shovel Knight ajudou a redefinir o potencial dos jogos indie, gerando expansões de altíssima qualidade, personagens jogáveis adicionais e consolidando-se como uma das obras mais influentes e respeitadas do cenário gamer contemporâneo.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Yacht Club Games
Empresa: Yacht Club Games
Peculiaridade: excelente suporte pós-lançamento
18. LittleBigPlanet (2008)
LittleBigPlanet é um dos títulos mais criativos e influentes da história do PlayStation, destacando-se por transformar o jogador em criador e redefinir o conceito de interação dentro dos jogos de plataforma. Lançado em 2008 pela Media Molecule para o PlayStation 3, o jogo apresentou um universo visual único, inspirado em materiais artesanais como tecido, papelão, madeira e objetos do cotidiano, criando uma identidade artística imediatamente reconhecível. No controle do carismático Sackboy, o jogador explora fases de plataforma em 2.5D que combinam física avançada, puzzles inteligentes e desafios baseados em cooperação. A jogabilidade acessível esconde uma profundidade impressionante, permitindo desde experiências simples até níveis extremamente complexos, tudo embalado por uma trilha sonora cuidadosamente selecionada que reforça o charme e a personalidade do jogo.

O grande diferencial de LittleBigPlanet está em sua proposta de criar, compartilhar e jogar, oferecendo ferramentas intuitivas para que qualquer pessoa possa desenvolver seus próprios níveis, personagens e mecânicas. Esse sistema fomentou uma comunidade extremamente ativa, responsável por milhões de fases criadas pelos jogadores, ampliando o conteúdo do jogo de forma quase infinita. Narrativamente leve e focado na imaginação, o título valoriza a criatividade como motor principal da experiência, incentivando a experimentação e o trabalho em equipe, especialmente no modo cooperativo. Com enorme sucesso de crítica e público, LittleBigPlanet tornou-se um dos maiores símbolos da era PlayStation 3, influenciando diretamente o design de jogos focados em criação de conteúdo e consolidando-se como uma obra essencial da cultura gamer moderna.
Plataforma: PlayStation 3
Criador: Media Molecule
Empresa: Sony
Peculiaridade: criação e compartilhamento de fases
17. Banjo-Kazooie (1998)
Banjo-Kazooie é um dos jogos de plataforma mais icônicos da história dos videogames e um dos maiores símbolos da era do Nintendo 64. Lançado em 1998 pela Rare, o título se destacou por combinar exploração em mundos 3D amplos, humor constante e um level design extremamente refinado. No controle do urso Banjo e da irreverente ave Kazooie, os jogadores exploram cenários vibrantes e cheios de personalidade, repletos de segredos, desafios criativos e colecionáveis que incentivam a curiosidade e a experimentação. A jogabilidade se destaca pela variedade de habilidades, que são desbloqueadas gradualmente e utilizadas de forma inteligente nos mundos seguintes, garantindo uma progressão natural e sempre recompensadora. Visualmente, o jogo impressionou pela qualidade dos modelos, animações expressivas e uma direção artística colorida, acompanhada por uma trilha sonora dinâmica e memorável composta por Grant Kirkhope.

Narrativamente, Banjo-Kazooie apresenta uma história leve e bem-humorada, centrada no confronto contra a bruxa Gruntilda, uma vilã carismática que rapidamente se tornou um ícone da cultura gamer. O castelo da antagonista funciona como um grande hub interconectado, ligando todos os mundos do jogo e reforçando a sensação de aventura contínua. Cada fase oferece desafios únicos, personagens marcantes e quebra-cabeças que exploram tanto habilidade quanto raciocínio. O equilíbrio entre acessibilidade e profundidade fez com que o jogo conquistasse jogadores de todas as idades, consolidando-se como uma referência absoluta no gênero de plataforma 3D. Com seu enorme sucesso e legado duradouro, Banjo-Kazooie influenciou inúmeros títulos posteriores e permanece até hoje como uma das experiências mais queridas e celebradas da história dos videogames.
Plataforma: Nintendo 64
Criador: Gregg Mayles
Empresa: Rare
Peculiaridade: humor constante e personagens memoráveis
16. Mega Man 2 (1988)
Mega Man 2 é amplamente considerado um dos maiores clássicos da era 8 bits e o jogo que consolidou definitivamente a franquia como um ícone da Capcom. Lançado em 1988 para o NES, o título refinou todas as ideias do jogo original, oferecendo uma experiência mais equilibrada, fluida e memorável. A estrutura não linear, que permite ao jogador escolher a ordem das fases, trouxe liberdade estratégica e aumentou significativamente o fator de replay. Cada estágio apresenta um Robot Master com identidade visual marcante, padrões de ataque distintos e habilidades únicas, que podem ser absorvidas por Mega Man após a vitória. O controle preciso, o level design desafiador e justo, além de sprites detalhados para a época, ajudaram a definir o padrão dos jogos de ação e plataforma que viriam nos anos seguintes.

Além da jogabilidade refinada, Mega Man 2 se eternizou por sua trilha sonora lendária, considerada uma das mais icônicas da história dos videogames, com músicas que se tornaram sinônimo da franquia. Narrativamente simples, o jogo coloca novamente o Dr. Wily como principal ameaça, reforçando o clima de confronto direto entre herói e vilão, onde habilidade e aprendizado são essenciais para o progresso. A dificuldade elevada, mas baseada em padrões e estratégia, transformou cada derrota em aprendizado, criando uma experiência altamente recompensadora. Com enorme sucesso comercial e crítico, Mega Man 2 não apenas salvou a série, como também estabeleceu um legado duradouro, influenciando gerações de desenvolvedores e permanecendo até hoje como referência absoluta em design de jogos de ação.
Plataforma: NES
Criador: Akira Kitamura
Empresa: Capcom
Peculiaridade: sistema de habilidades roubadas dos chefes
15. Rayman Legends (2013)
Rayman Legends é um dos jogos de plataforma mais aclamados da era moderna, destacando-se pela fluidez extrema da jogabilidade e por uma direção artística vibrante e cheia de personalidade. Lançado em 2013 pela Ubisoft, o título refina e expande todas as ideias apresentadas em Rayman Origins, entregando controles precisos, ritmo acelerado e fases criadas para valorizar o movimento constante do personagem. A ausência de membros de Rayman não é apenas um traço visual icônico, mas contribui diretamente para animações incrivelmente suaves, tornando cada salto, corrida e ataque visualmente expressivo. O jogo se destaca pelo design criativo de níveis, que alternam desafios de plataforma tradicionais, seções musicais sincronizadas com a trilha sonora e fases baseadas em reflexo e coordenação, criando uma experiência dinâmica e sempre surpreendente.

Além da excelência técnica, Rayman Legends brilha pela variedade de conteúdo e pelo forte foco na diversão cooperativa. O jogo permite partidas locais com múltiplos jogadores, incentivando a cooperação sem sacrificar o desafio individual, além de oferecer fases remasterizadas de Rayman Origins e desafios diários e semanais que ampliam significativamente o fator replay. Narrativamente simples e leve, a aventura serve como pano de fundo para um universo excêntrico repleto de personagens carismáticos e mundos visualmente distintos. Com aclamação crítica quase unânime, Rayman Legends consolidou-se como uma referência moderna em jogos de plataforma, demonstrando que o gênero continua relevante, criativo e capaz de alcançar excelência artística e jogável em qualquer geração.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Michel Ancel
Empresa: Ubisoft
Peculiaridade: fases musicais sincronizadas com gameplay
14. Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back (1997)
Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back é o jogo que elevou a franquia a um novo patamar e consolidou Crash como um dos maiores ícones da era PlayStation. Lançado em 1997 pela Naughty Dog, o título refinou profundamente a fórmula do primeiro jogo, oferecendo controles mais precisos, fases mais variadas e uma estrutura muito mais inteligente. A adoção de um sistema de progressão baseado em um hub central permitiu maior liberdade ao jogador, além de eliminar parte da linearidade excessiva do original. Novas habilidades, como o salto duplo e o deslize, ampliaram as possibilidades de movimento e tornaram a jogabilidade mais fluida e estratégica. Visualmente, o jogo impressionou pelo salto técnico no PlayStation, com cenários mais detalhados, animações expressivas e um uso mais ousado da câmera, que variava constantemente para criar desafios criativos.

Narrativamente, Cortex Strikes Back aposta em um tom ainda mais carismático e bem-humorado, explorando melhor a personalidade do vilão Dr. Neo Cortex, que passa a manipular Crash sob o pretexto de salvar o planeta. Essa abordagem adiciona charme à história e fortalece a dinâmica entre herói e antagonista. As fases apresentam grande variedade temática, segredos bem escondidos e desafios que equilibram precisão, reflexo e memorização, recompensando jogadores dedicados sem afastar os iniciantes. Com enorme sucesso de crítica e vendas, Crash Bandicoot 2 tornou-se referência absoluta em jogos de plataforma 3D, influenciando títulos posteriores do gênero e permanecendo até hoje como um dos capítulos mais celebrados da série e da história do PlayStation.
Plataforma: PlayStation
Criador: Naughty Dog
Empresa: Sony
Peculiaridade: mistura de plataforma 3D com progressão linear
13. Prince of Persia: The Sands of Time (2003)
Prince of Persia: The Sands of Time é um marco no gênero de aventura e plataforma, combinando ação fluida, narrativa envolvente e mecânicas inovadoras que redefiniram a franquia. Lançado em 2003 pela Ubisoft, o jogo apresenta o príncipe como protagonista ágil e habilidoso, capaz de escalar paredes, saltar entre plataformas, executar ataques acrobáticos e manipular o tempo com precisão. A mecânica de rewind, que permite voltar segundos após um erro, revolucionou a forma como os jogadores interagiam com desafios de precisão, transformando a frustração em aprendizado e incentivando a exploração ousada. Visualmente, o título impressionou com cenários inspirados na arquitetura persa antiga, animações detalhadas e efeitos de iluminação que criam uma atmosfera envolvente, complementada por uma trilha sonora épica que reforça o clima de aventura e mistério.

No enredo, Prince of Persia: The Sands of Time combina ação com narrativa emocional, centrando-se na história do príncipe e de Princess Farah, enquanto enfrentam a ameaça representada pela maléfica areia do tempo e seu guardião, o Vizir traidor. As fases alternam entre combates estratégicos, exploração de palácios e puzzles criativos, exigindo raciocínio rápido e controle preciso do personagem. O equilíbrio entre história, gameplay e inovação técnica fez do jogo um sucesso crítico e comercial imediato, influenciando gerações de títulos de ação e plataforma. Com sua mecânica única, narrativa envolvente e design de níveis engenhoso, Prince of Persia: The Sands of Time permanece até hoje como referência clássica em design de jogos e uma obra essencial para qualquer fã de aventura digital.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Jordan Mechner
Empresa: Ubisoft
Peculiaridade: mecânica de rebobinar o tempo
12. Ori and the Blind Forest (2015)
Ori and the Blind Forest é uma das experiências mais emocionantes e artisticamente impactantes da era moderna dos jogos de plataforma. Lançado em 2015 pela Moon Studios, o título combina ação, exploração e narrativa de maneira magistral, oferecendo controles extremamente precisos e uma física de movimento fluida que transforma cada salto, escalada e planagem em uma experiência prazerosa. O jogo se destaca por seu design de níveis intrincado, que incentiva exploração, resolução de puzzles ambientais e o desenvolvimento gradual das habilidades de Ori, como o salto duplo, corrida pelas paredes e ataques especiais. Visualmente, Ori and the Blind Forest é um espetáculo, com cenários pintados à mão, efeitos de luz impressionantes e animações fluidas que conferem vida e emoção a cada detalhe do mundo de Nibel, tudo acompanhado por uma trilha sonora comovente que amplifica a intensidade da experiência.

Narrativamente, o jogo entrega uma história emocionante e tocante, centrada na relação entre Ori, o espírito guardião, e Naru, sua figura protetora, em meio a uma floresta que enfrenta destruição e desequilíbrio. A narrativa, transmitida principalmente por imagens e momentos silenciosos, consegue envolver o jogador em uma experiência emocional profunda sem depender de diálogos extensos. Cada fase combina desafio, exploração e momentos de contemplação, equilibrando emoção e gameplay de forma única. Com aclamação crítica universal, Ori and the Blind Forest se tornou referência em narrativa ambiental, direção artística e design de plataforma, consolidando-se como um dos jogos mais belos e memoráveis da década, e influenciando uma geração de desenvolvedores a explorar formas mais sensíveis e artísticas de contar histórias nos videogames.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Moon Studios
Empresa: Microsoft Studios
Peculiaridade: narrativa sem diálogos diretos
11. Cuphead (2017)
Cuphead é um dos jogos indie mais aclamados da última década, conhecido por sua combinação única de dificuldade extrema, estética retrô e jogabilidade de ação precisa. Lançado em 2017 pelo estúdio canadense MDHR, o jogo se destaca por recriar com fidelidade o estilo dos desenhos animados dos anos 1930, com animações desenhadas à mão, cores vibrantes e uma trilha sonora de jazz orquestral que dá vida ao universo de Inkwell Isles. O gameplay é centrado em combates contra chefes desafiadores, alternando com fases de plataforma e seções de tiro que exigem reflexos rápidos, padrões de ataque memorizáveis e excelente coordenação. Cada inimigo apresenta mecânicas únicas, tornando cada batalha uma experiência estratégica e recompensadora, enquanto a precisão do controle e o design visual garantem que cada derrota seja uma oportunidade de aprendizado.

Narrativamente, Cuphead acompanha os irmãos Cuphead e Mugman, que, após perderem uma aposta com o Diabo, precisam coletar almas de personagens de Inkwell Isles para salvar sua própria alma. Embora a história seja simples, sua execução através de cenários imaginativos, personagens excêntricos e diálogos caricatos cria um universo coeso e memorável. A dificuldade elevada do jogo, combinada com a necessidade de dominar padrões de ataque complexos, tornou Cuphead um símbolo de desafio justo e gratificante, ganhando status de culto entre jogadores e críticos. Com seu design artístico singular, trilha sonora impecável e jogabilidade viciante, o título consolidou-se como referência de excelência no gênero run-and-gun e prova de que jogos independentes podem atingir o mesmo impacto cultural e técnico que grandes produções.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Chad e Jared Moldenhauer
Empresa: Studio MDHR
Peculiaridade: animação feita à mão frame a frame
10. Limbo (2010)
Limbo é um dos jogos independentes mais influentes da última década, conhecido por sua abordagem minimalista e atmosfera densa que redefiniram o gênero de puzzle-platformer. Lançado em 2010 pelo estúdio dinamarquês Playdead, o título utiliza gráficos em preto e branco, silhuetas e iluminação dramática para criar um mundo sombrio e inquietante que prende o jogador desde os primeiros minutos. A jogabilidade é simples em conceito, mas extremamente desafiadora: o jogador controla um garoto sem nome que precisa atravessar uma floresta misteriosa cheia de armadilhas mortais, quebra-cabeças engenhosos e perigos ambientais. Cada morte inesperada serve como aprendizado, e o jogo combina precisão nos controles com raciocínio lógico, tornando cada conquista recompensadora e profundamente envolvente.

Narrativamente, Limbo se destaca por contar sua história de forma totalmente silenciosa e abstrata, deixando a interpretação para o jogador. A jornada solitária do protagonista é carregada de mistério e tensão, com elementos que sugerem temas de perda, sobrevivência e sacrifício sem jamais explicitar diálogos ou textos. Essa narrativa aberta, aliada à direção artística e ao design sonoro minimalista, cria uma experiência emocional intensa, fazendo do jogo muito mais do que um simples desafio de plataforma. Com aclamação crítica mundial, Limbo se tornou referência em storytelling ambiental e design de jogos indie, mostrando que simplicidade e atmosfera podem gerar uma experiência memorável e impactante, influenciando diversos títulos posteriores no cenário independente.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Arnt Jensen
Empresa: Playdead
Peculiaridade: visual monocromático icônico
9. Hollow Knight (2017)
Hollow Knight é um dos títulos indie mais aclamados da década, consolidando-se como referência em jogos de exploração e ação no estilo Metroidvania. Lançado em 2017 pelo estúdio Team Cherry, o jogo combina combate preciso, exploração complexa e um mundo interconectado ricamente detalhado, chamado Hallownest, habitado por insetos e criaturas enigmáticas. A jogabilidade exige habilidades de plataforma e combate refinadas, oferecendo saltos, esquivas e ataques que precisam ser executados com precisão. Cada área do jogo apresenta desafios únicos, inimigos distintos e segredos escondidos, incentivando o jogador a explorar cada canto do mapa e a aprimorar suas habilidades gradualmente. Visualmente, Hollow Knight impressiona com seu estilo artístico desenhado à mão, animações fluidas e cenários sombrios e atmosféricos, enquanto a trilha sonora melancólica e intensa reforça o tom épico e solitário da aventura.

Narrativamente, Hollow Knight aposta em uma história minimalista e enigmática, transmitida principalmente por diálogos curtos, descrições de itens e exploração ambiental. O jogador descobre lentamente os mistérios de Hallownest, incluindo seu passado trágico, personagens complexos e a ameaça que assola o reino. Essa abordagem cria uma experiência imersiva e desafiadora, onde a interpretação e a curiosidade são recompensadas. Com críticas extremamente positivas e uma comunidade de fãs dedicada, Hollow Knight tornou-se um marco moderno no gênero Metroidvania, influenciando outros títulos independentes e demonstrando que design de mundo, atmosfera e narrativa ambiental podem se combinar para criar uma experiência profundamente memorável e impactante.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Team Cherry
Empresa: Team Cherry
Peculiaridade: narrativa ambiental profunda
8. Celeste (2018)
Celeste é um dos jogos indie mais aclamados da última década, conhecido por combinar desafio extremo com uma narrativa emocionalmente profunda. Lançado em 2018 pelo estúdio Matt Makes Games, o título é um platformer de precisão, onde cada salto e cada movimento exigem controle absoluto e reflexos rápidos. A protagonista, Madeline, escala a montanha Celeste enfrentando obstáculos, inimigos e puzzles engenhosos, que aumentam gradualmente em complexidade. O jogo se destaca pelo design de níveis meticuloso, mecânicas simples porém refinadas e uma trilha sonora envolvente, que complementa perfeitamente a intensidade e a beleza visual de cada fase, tornando a experiência não apenas desafiadora, mas também artisticamente memorável.

Narrativamente, Celeste aborda temas profundos como ansiedade, superação e autoconhecimento, algo raro em jogos de plataforma. A jornada de Madeline é tanto física quanto emocional, explorando suas inseguranças e medos internos enquanto ela progride na escalada da montanha. Cada encontro e desafio reforça a sensação de crescimento pessoal, criando uma conexão íntima entre jogador e personagem. Com críticas unânimes, premiações e aclamação da comunidade gamer, Celeste é um exemplo de como jogos podem equilibrar dificuldade elevada, gameplay viciante e narrativa significativa, consolidando-se como referência moderna em design de plataformas e experiências emocionais no mundo dos videogames.
Plataforma: Multiplataforma
Criador: Maddy Thorson
Empresa: Extremely OK Games
Peculiaridade: narrativa emocional aliada a gameplay preciso
7. Super Mario 64 (1996)
Super Mario 64 é um dos jogos mais revolucionários da história dos videogames, responsável por redefinir completamente o gênero de plataforma ao trazer Mario para o mundo tridimensional. Lançado em 1996 como título de lançamento do Nintendo 64, o jogo impressionou pela liberdade de exploração, controles precisos e inovação técnica, estabelecendo padrões que influenciariam gerações de jogos 3D. A introdução de um hub central, o Castelo da Princesa Peach, conectando diversas fases com objetivos múltiplos, ofereceu ao jogador uma sensação de liberdade sem precedentes, enquanto os desafios variavam entre saltos de precisão, coleta de moedas, resolução de puzzles e confrontos com chefes memoráveis. Visualmente, o jogo combinou gráficos tridimensionais pioneiros com design de níveis criativo e vibrante, e a trilha sonora de Koji Kondo elevou a experiência a um nível icônico e inesquecível.

Narrativamente, Super Mario 64 mantém a simplicidade clássica da série: Mario precisa resgatar a Princesa Peach das garras de Bowser, atravessando mundos fantásticos repletos de inimigos, armadilhas e segredos. Apesar da história direta, o jogo brilha na execução, oferecendo desafios progressivos que recompensam exploração, curiosidade e habilidade do jogador. Cada fase é cuidadosamente projetada para incentivar experimentação e replay, com estrelas escondidas e caminhos secretos que estimulam a descoberta. Com aclamação crítica e comercial quase unânime, Super Mario 64 consolidou-se como um dos maiores jogos de todos os tempos, influenciando a evolução do design de jogos 3D e eternizando Mario como um dos mascotes mais icônicos da indústria.
Plataforma: Nintendo 64
Criador: Shigeru Miyamoto
Empresa: Nintendo
Peculiaridade: revolucionou o gênero em 3D
6. Metroid (1986)
Metroid é um dos jogos mais influentes da história dos videogames, responsável por popularizar o gênero que hoje chamamos de Metroidvania. Lançado em 1986 para o NES pela Nintendo, o título trouxe uma experiência de exploração profunda e não-linear, em que o jogador controla a caçadora de recompensas Samus Aran enquanto investiga o planeta Zebes, enfrentando inimigos perigosos e desbloqueando progressivamente novas habilidades. O jogo se destacou por sua atmosfera de mistério e isolamento, combinando ação, plataforma e elementos de RPG de forma inovadora. A mecânica de adquirir poderes ao longo da aventura — como o Morph Ball, o Ice Beam e o Varia Suit — incentivava exploração, memorização do mapa e estratégias variadas para superar obstáculos e chefes desafiadores.

Narrativamente, Metroid surpreendeu por apresentar uma protagonista feminina em um período em que isso era raro na indústria, sem depender de diálogos extensos. A revelação de que Samus era uma mulher ao final do jogo foi um marco cultural, reforçando o impacto da obra. O título equilibra tensão, exploração e desafio, com inimigos que requerem paciência e observação para serem derrotados, criando uma experiência imersiva e memorável. Com sua jogabilidade inovadora, atmosfera única e design de níveis engenhoso, Metroid não apenas consolidou a franquia, mas também influenciou uma geração inteira de jogos de aventura e exploração, permanecendo até hoje como um clássico absoluto da história dos videogames.
Plataforma: NES
Criador: Gunpei Yokoi
Empresa: Nintendo
Peculiaridade: protagonista feminina surpreendente
5. Castlevania: Symphony of the Night (1997)
Castlevania: Symphony of the Night é um marco absoluto na história dos jogos de ação e plataforma, responsável por consolidar o estilo Metroidvania na indústria. Lançado em 1997 para o PlayStation pela Konami, o jogo trouxe uma revolução ao combinar exploração livre, design de níveis intrincados e elementos de RPG, como evolução de personagem, aquisição de itens e armas variadas. O jogador controla Alucard, filho do lendário Drácula, em um castelo repleto de segredos, inimigos desafiadores e chefes memoráveis. A jogabilidade é refinada, equilibrando combate, plataformas e exploração, enquanto o mapa interconectado incentiva revisitar áreas com novas habilidades, oferecendo um senso de descoberta constante. Visualmente, o jogo impressiona com detalhes góticos, animações fluidas e cenários variados, enquanto a trilha sonora orquestral cria uma atmosfera épica e sombria, elevando o padrão de produção da época.

Narrativamente, Symphony of the Night apresenta uma história mais complexa e madura que seus antecessores, explorando o conflito entre Alucard e seu pai, Drácula, em meio a um castelo que parece vivo, cheio de mistérios e passagens ocultas. O título equilibra desafio e acessibilidade, oferecendo puzzles, inimigos inteligentes e caminhos secretos que recompensam a exploração cuidadosa. Sua narrativa ambiental e personagens marcantes contribuíram para criar uma experiência imersiva, onde cada sala e cada chefe têm significado e estilo próprio. Com aclamação crítica e influência duradoura, Castlevania: Symphony of the Night não apenas redefiniu a franquia, mas também inspirou uma geração de jogos de aventura e exploração, sendo considerado até hoje um dos maiores clássicos de todos os tempos no gênero.
Plataforma: PlayStation
Criador: Koji Igarashi
Empresa: Konami
Peculiaridade: mapa invertido secreto
4. Sonic the Hedgehog 2 (1992)
Sonic the Hedgehog 2 é um dos títulos mais icônicos da era 16 bits e consolidou Sonic como um dos mascotes mais famosos da indústria dos videogames. Lançado em 1992 para o Sega Genesis/Mega Drive, o jogo elevou a fórmula do primeiro título, oferecendo níveis mais longos, design mais inteligente e, principalmente, a adição do inseparável Tails, o amigo voador do ouriço, que trouxe novas possibilidades de gameplay cooperativo. A jogabilidade rápida e fluida, combinada com loops, rampas e atalhos secretos, proporcionou uma sensação de velocidade e liberdade que se tornou a marca registrada da série. Além disso, o jogo apresentou gráficos mais detalhados e coloridos, animações aprimoradas e uma trilha sonora memorável composta por Masato Nakamura, que complementou perfeitamente o ritmo acelerado do título.

Narrativamente, Sonic the Hedgehog 2 mantém a simplicidade charmosa da franquia: Sonic e Tails precisam impedir os planos do malvado Dr. Robotnik, que captura os animais do planeta para transformá-los em robôs. Apesar da história direta, o jogo brilha no design de fases, oferecendo desafios variados, zonas temáticas distintas e batalhas de chefe criativas que equilibram habilidade, timing e estratégia. A introdução do modo competitivo de duas pessoas também aumentou o fator replay, incentivando jogadores a explorar todas as zonas e dominar cada desafio. Com aclamação crítica e sucesso comercial, Sonic the Hedgehog 2 não apenas consolidou a franquia como referência em jogos de plataforma, mas também influenciou toda a direção da série e definiu o padrão para jogos de velocidade e ação nos anos 90.
Plataforma: Mega Drive / Genesis
Criador: Yuji Naka
Empresa: SEGA
Peculiaridade: foco extremo em velocidade e fluidez
3. Donkey Kong Country (1994)
Donkey Kong Country é um dos jogos de plataforma mais marcantes da era do Super Nintendo, conhecido por sua inovação técnica e design de níveis criativo. Lançado em 1994 pela Rare, o jogo impressionou ao utilizar gráficos pré-renderizados que davam um visual tridimensional impressionante para a época, transformando completamente a estética dos jogos 2D. O jogador controla Donkey Kong e seu inseparável parceiro Diddy Kong, atravessando florestas, cavernas, rios e templos repletos de inimigos e armadilhas engenhosas. A jogabilidade combina ação rápida, saltos precisos e exploração, enquanto cada fase oferece colecionáveis como bananas e moedas que incentivam a exploração completa. A trilha sonora vibrante e os efeitos sonoros caprichados complementam a experiência, criando uma atmosfera divertida e imersiva que conquistou jogadores de todas as idades.

Narrativamente, Donkey Kong Country apresenta uma história simples e charmosa: Donkey Kong deve recuperar seu precioso estoque de bananas roubadas pelo vilão King K. Rool e sua tropa de Kremlings. Apesar da simplicidade da narrativa, o jogo se destaca pelo ritmo constante, fases variadas e chefes desafiadores, que equilibram habilidade e estratégia. A introdução de elementos cooperativos e segredos escondidos aumentou significativamente o fator replay, tornando cada fase uma experiência recompensadora para exploradores atentos. Com aclamação crítica, vendas massivas e influência duradoura, Donkey Kong Country não apenas consolidou Donkey Kong como um ícone dos videogames, mas também elevou o padrão técnico e criativo para jogos de plataforma no Super Nintendo, tornando-se um clássico atemporal.
Plataforma: Super Nintendo
Criador: Gregg Mayles
Empresa: Rare / Nintendo
Peculiaridade: gráficos revolucionários para a época
2. Super Mario World (1990)
Super Mario World é um dos jogos mais icônicos da história dos videogames e um marco absoluto do Super Nintendo. Lançado em 1990, o título elevou a fórmula de plataforma da série a um nível totalmente novo, combinando exploração, design de níveis criativo e jogabilidade acessível, mas com profundidade estratégica. O jogador assume o controle de Mario (e opcionalmente Luigi) em sua missão para resgatar a Princesa Peach do vilão Bowser, atravessando o vibrante mundo dos Dinosaur Land. O jogo se destaca por sua introdução de novas mecânicas, como o uso do Yoshi, que adiciona habilidades únicas e estratégias para superar obstáculos e inimigos. Visualmente, Super Mario World apresentou cenários coloridos, detalhados e variados, com animações suaves e trilha sonora memorável que complementa perfeitamente a aventura, criando uma experiência divertida e envolvente para todas as idades.

Narrativamente, Super Mario World mantém a simplicidade clássica da série, mas se destaca na execução e na sensação de liberdade que oferece. O mapa-múndi permite ao jogador escolher caminhos diferentes, revisitar fases e descobrir segredos escondidos, incluindo rotas alternativas e saídas secretas que incentivam a exploração. Cada fase é cuidadosamente desenhada para equilibrar desafio e diversão, com inimigos e chefes que exigem raciocínio e habilidade. Com aclamação crítica e sucesso comercial, Super Mario World consolidou a franquia como sinônimo de excelência em jogos de plataforma, influenciando toda uma geração de designers e permanecendo como referência atemporal em termos de criatividade, jogabilidade e design de níveis.
Plataforma: Super Nintendo
Criador: Shigeru Miyamoto
Empresa: Nintendo
Peculiaridade: múltiplas saídas e grande foco em exploração
1. Super Mario Bros. (1985)
Super Mario Bros é um dos jogos mais influentes da história dos videogames e o título que transformou Mario em um ícone global. Lançado em 1985 para o NES, o jogo definiu os padrões do gênero de plataforma, combinando controles precisos, level design engenhoso e progressão gradual de dificuldade. O jogador controla Mario, e opcionalmente Luigi, em sua missão para resgatar a Princesa Peach das garras do vilão Bowser, atravessando o Reino dos Cogumelos, repleto de inimigos clássicos como Goombas e Koopas, além de obstáculos desafiadores. A jogabilidade é simples de entender, mas difícil de dominar, incentivando precisão, memorização de padrões e exploração. Visualmente, o jogo utilizou de forma criativa os recursos limitados do NES, criando mundos distintos e memoráveis, enquanto a trilha sonora marcante de Koji Kondo se tornou instantaneamente icônica.

Narrativamente, Super Mario Bros apresenta uma história direta e acessível, mas a força do jogo está na execução de suas fases e na sensação de conquista proporcionada a cada nível superado. Cada fase é cuidadosamente projetada para introduzir novos desafios e recompensar o jogador com power-ups como o Super Mushroom, Fire Flower e Starman, que adicionam estratégia e variedade ao gameplay. Com sucesso crítico e comercial imediato, Super Mario Bros não apenas consolidou a franquia Mario, mas também salvou a indústria de videogames após a crise de 1983, estabelecendo padrões de design que influenciam jogos até hoje. Sua combinação de inovação, diversão e acessibilidade tornou-o um clássico absoluto, permanecendo relevante e admirado mais de três décadas após seu lançamento.
Plataforma: NES
Criador: Shigeru Miyamoto
Empresa: Nintendo
Peculiaridade: estabeleceu o padrão dos jogos de plataforma modernos
Conclusão
Os jogos de plataforma continuam sendo fundamentais para a indústria dos games. Seja nos clássicos 8-bit ou nos títulos modernos independentes, o gênero prova que boas ideias, design inteligente e criatividade nunca saem de moda.
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