Introdução à franquia Final Fantasy
Final Fantasy é uma das franquias de RPG mais importantes e influentes da história dos videogames. Criada pela empresa japonesa Square (atualmente Square Enix), a série teve início em 1987 sob a liderança do designer Hironobu Sakaguchi. Na época, o projeto recebeu esse nome porque poderia ser o último jogo da empresa caso não tivesse sucesso — ironicamente, tornou-se um fenômeno mundial.

A franquia é conhecida por suas histórias épicas, personagens marcantes, vilões memoráveis, trilhas sonoras icônicas (principalmente de Nobuo Uematsu) e pela constante reinvenção a cada novo título. Apesar de compartilharem elementos clássicos como cristais, magia, invocações e chocobos, cada jogo principal apresenta um universo, história e elenco próprios.
Final Fantasy I (1987)
Um grupo de heróis deve restaurar o poder dos quatro cristais elementais para salvar o mundo do caos.
Esse primeiro jogo cria algumas características que acompanharam a saga por muito tempo, tais como batalhas aleatórias e por turnos, uma mistura de tom medieval com tecnológico, uma história épica e a exploração quase livre pelo cenário, delimitada apenas por onde o game design deixava você ir de acordo com o modo de locomoção que tinha naquela altura do jogo.

São 5 tipos de gameplay, sendo três de exploração (mapa do mundo, cidades e cavernas), um de batalha e um de administração (o clássico menu dos personagens).
- Lançamento: 18 de dezembro de 1987
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Guerreiros da Luz (classes escolhidas pelo jogador)
- Vilão: Chaos
Final Fantasy II (1988)
Introduz uma narrativa mais dramática, focada em guerra, sacrifício e crescimento dos personagens.
O sucesso do primeiro jogo foi colossal e a Square que não era boba nem nada não demorou para promover uma sequência. Dessa forma, Final Fantasy II chegou nas lojas japonesas no dia 17 de dezembro de 1988, com algumas novidades e com um roteiro bem mais pesado. A história do jogo começa com os pais dos heróis sendo assassinados por um exército, o que na época, não era comum para um jogo.

Uma das diferenças foi de eliminar os pontos de experiência para evoluir os personagens e incluir um sistema que evoluía a habilidade do personagem de acordo com a frequência que ela era usada. E também colocaram passagens importantes para e evolução da história nos diálogos, então as pessoas precisavam prestar ainda mais atenção no que estava sendo dito para não se perderem.
Alguns personagens fazem sua estreia nesse jogo, como os famosos Chocobos e Cid, um personagem recorrente que passou a ter uma versão em quase todos os títulos da franquia.
- Lançamento: 17 de dezembro de 1988
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Firion, Maria, Guy, Leon
- Vilão: Imperador Palamecia
Final Fantasy III (1990)
Apresenta o famoso sistema de Jobs, permitindo grande personalização dos personagens.
Final Fantasy III foi lançado nos Japão em 27 de abril de 1990, sendo esse o ano em que o primeiro jogo da franquia chegava aos Estados Unidos. E a demora para traduzir os jogos mais o lançamento do Super Nintendo foram essenciais para que tanto essa versão quanto as anteriores fossem canceladas no Ocidente.

Nesse jogo quem faz sua estreia são os carismáticos Moogles, criaturas fofas que são boas em vender bonecos.
Três anos após o lançamento japonês, o primeiro título chegou em terras norte-americanas, no Nintendinho – o único para o console.
- Lançamento: 27 de abril de 1990
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Quatro Guerreiros da Luz (sem nomes fixos na versão original)
- Vilão: Cloud of Darkness
Final Fantasy IV (1991)
Um enredo mais maduro, com foco em redenção, identidade e conflitos internos.
A confusão dos nomes começa aqui. Com o lançamento do Super Nintendo e a chegada tardia de Final Fantasy ao Ocidente, a Square decidiu manter a numeração no Japão normal em IV porém renomeando para II no Ocidente por uma questão de continuidade. Na minha opinião, uma péssima escolha do pessoal da Square. Essa confusão só foi corrigida em 2001, quando o relançamento para Playstation ocorreu.

Final Fantasy IV foi o primeiro a ser lançado na era 16 bits, aproveitando a nova potência do console da Nintendo para evoluir graficamente e da popularidade que a série tinha para alavancar as vendas no Japão. A trindade de sucesso com Sakaguchi, Amano e Uematsu seguiram encabeçando a criação na história que conta como Cecil, um cavaleiro negro, começou a ter questionamentos éticos sobre as missões que lhe eram dadas e foi punido pelo governo opressor. A partir disso, vemos sua redenção ao longo de uma jornada mais densa, com personagens mais desenvolvidos do que nos jogos anteriores – alguns de seus companheiros podem ser manipulados contra você, enquanto outros podem inclusive morrer.
A partir de Final Fantasy IV, o sistema foi incluído para deixar tudo mais dinâmico e estratégico. Chega de pensar por muito tempo: os monstros irão te atacar assim que a barra de ação deles carregar, ao contrário de antes, que enquanto você pensava no que iria fazer no menu de combate, os monstros ficavam esperando. Isso mudou absolutamente tudo.
É considerado por alguns jogadores o melhor Final Fantasy de todos os tempos. Realmente é um jogo muito bom, mas como eu só pude jogar ele bem depois, com emuladores, ele não me impactou tanto quanto outros da franquia, como o VI, o VII e o X.
- Lançamento: 19 de julho de 1991
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Cecil, Kain, Rosa, Rydia, Edge, entre outros
- Vilão: Golbez / Zemus
Final Fantasy V (1992)
Lançado no final de 1992 e exclusivo do mercado japonês. Expande o sistema de Jobs e mistura humor com uma ameaça sombria ao mundo.
A exploração conta com o barco, o dirigível e novamente o submarino, construídos por Cid e foi o segundo Final Fantasy a contar com o mesmo sistema de batalhas inaugurado no título anterior.

Uma das maiores novidades foi a inserção de múltiplos finais, dependendo de quem estivesse no seu grupo no momento quando da vitória sobre o chefe final.
- Lançamento: 6 de dezembro de 1992
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Bartz, Lenna, Galuf, Faris
- Vilão: Exdeath
Final Fantasy VI (1994)
Considerado um dos melhores RPGs de todos os tempos, destaca-se por seu vilão icônico e narrativa profunda.
Também é o meu Final Fantasy preferido. Foi lançado nos EUA no mesmo ano da versão japonesa, mas com aquela confusão de títulos entre o 6 japonês e o 3 americano. A última versão em 16 bits é também uma das mais marcantes desde sua abertura, enquanto caminha-se em direção à cidade com Terra controlada ao som de sua canção tema, um dos grandes momentos de toda a franquia.
A história aborda diversos temas polêmicos, desde fascismo à armas químicas, passando por dramas como gravidez na adolescência e suicídio. Um jogo muito pesado e denso, principalmente levando em conta a época que foi lançado.

Ao contrário do medievalismo dos anteriores, aqui já vemos o steampunk como ambientação da história. Há uma clara referência também ao século 19 pela sua temática, com ópera e artes pontuando passagens do game. A protagonista, Terra, foi a primeira, e por muito tempo a única, personagem feminina a começar um jogo da série até chegarmos na Lightning de Final Fantasy XIII. A magia, aqui, é proibida e Terra não compreende o poder que tem.
Outro ponto importante do jogo é o seu cast, com 14 membros jogáveis – recorde na franquia – e quase sempre deixando-o a vontade para montar a party que quiser, exceto por um ponto ou outro onde é necessária a presença de algum personagem para a história seguir em frente. Algumas vezes, você irá controlar mais de um grupo ao mesmo tempo em diferentes locais, o que aumenta ainda mais as possibilidades dentro do jogo. Todos eles têm pelo menos uma passagem que trabalha o background de sua história; alguns são verdadeiramente tocantes.
Final Fantasy VI foi o último jogo da franquia principal em um console Nintendo.
- Lançamento: 2 de abril de 1994
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Terra, Locke, Celes, Edgar, Sabin, entre outros
- Vilão: Kefka Palazzo
Final Fantasy VII (1997)
Revolucionou o gênero com gráficos 3D e uma história emocional sobre identidade, vida e ecologia.
Hoje é fácil falar, mas de meados para o final dos anos 90, a Square tomou a importante e arriscada decisão de sair da sombra da Nintendo para abraçar uma jovem empreendedora que vinha mudando o mercado, a Sony com o seu PlayStation.

Olhando para aqueles dias, é seguro afirmar que este foi um dos grandes momentos da história dos videogames porque, em 96, quando o anúncio foi feito, tanto a Nintendo quanto Final Fantasy eram protagonistas da indústria, então o rebuliço em torno dessa decisão ocupou páginas e mais páginas das revistas de games ao redor do mundo.
O principal motivo que pesou nessa decisão foi o fato do Nintendo 64, mesmo que mais potente, ainda usar os limitados cartuchos, enquanto os CDs proporcionavam à Square todo o espaço necessário para os novos gráficos 3D e CGs de última geração – e mesmo assim o jogo final saiu com lendários 3 CDs, em 1997, exclusivo para PlayStation.
O orçamento era de 40 milhões de dólares e a equipe a maior que a empresa já alocou para um jogo, mais de 100 funcionários. A Sony também investiu pesado em propaganda. Se tudo não tivesse dado certo, era capaz da Square ter o destino que quase teve 10 anos antes e fechar as portas; ao invés disso, ela se tornou um dos principais nomes do mercado e lançou uma obra-prima atrás da outra nos 32 bits da Sony.
Final Fantasy VII acompanha Cloud Strife, um ex-soldado mercenário que se junta ao grupo ecoterrorista AVALANCHE para enfrentar a megacorporação Shinra, responsável por drenar a energia vital do planeta. À medida que a história avança, o conflito cresce para algo muito maior, envolvendo o passado fragmentado de Cloud e a ameaça do lendário guerreiro Sephiroth.
O jogo aborda temas profundos como identidade, memória, perda e preservação ambiental. Com personagens icônicos como Tifa, Aerith e Barret, FFVII marcou uma geração e revolucionou os RPGs com sua narrativa cinematográfica e uso de gráficos 3D.
- Lançamento: 31 de janeiro de 1997
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Cloud, Tifa, Aerith, Barret, Red XIII, entre outros
- Vilão: Sephiroth
Final Fantasy VIII (1999)
Uma trama romântica com viagens no tempo e um sistema de batalha diferenciado.
A história gira em torno de Squall Leonhart, um jovem e introspectivo mercenário treinado no colégio militar SeeD. Junto de seus companheiros, ele se envolve em um conflito global que mistura política, guerra e forças sobrenaturais, culminando no confronto contra a feiticeira Ultimecia.

O enredo destaca fortemente o romance entre Squall e Rinoa, além de explorar temas como destino, tempo e amadurecimento emocional. Seu sistema de batalha inovador e tom mais realista dividiram opiniões, mas tornaram o jogo único dentro da franquia.
- Lançamento: 11 de fevereiro de 1999
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Squall, Rinoa, Zell, Selphie, Irvine, Quistis
- Vilão: Ultimecia
Final Fantasy IX (2000)
Retorno ao estilo clássico da série, com forte apelo emocional e filosófico.
Final Fantasy IX acompanha Zidane Tribal, um ladrão carismático que acaba se envolvendo em uma jornada para salvar o mundo ao lado da princesa Garnet e de personagens memoráveis como Vivi, um mago negro em busca do sentido da vida.

Com visual cartunesco e clima de conto de fadas, o jogo é uma homenagem às raízes clássicas da franquia. Seus temas filosóficos — como mortalidade, identidade e existência — tornam o enredo emocionalmente profundo e atemporal.
- Lançamento: 7 de julho de 2000
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Zidane, Garnet, Vivi, Steiner, Freya
- Vilão: Kuja
Final Fantasy X (2001)
Primeiro da série com dublagem, aborda temas como fé, sacrifício e destino.
Em um mundo chamado Spira, o jovem atleta Tidus se vê transportado para uma realidade devastada pela entidade destrutiva conhecida como Sin. Ao lado da invocadora Yuna, ele embarca em uma peregrinação para derrotar essa ameaça.

A narrativa aborda fé, sacrifício e o peso das tradições, sendo uma das mais emocionais da série. Foi o primeiro Final Fantasy totalmente dublado, o que ajudou a aprofundar o vínculo entre os personagens e o jogador.
- Lançamento: 19 de julho de 2001
- Criador: Hironobu Sakaguchi
- Personagens jogáveis: Tidus, Yuna, Auron, Wakka, Lulu, Rikku
- Vilão: Sin / Yu Yevon
Final Fantasy XI (2002)
Primeiro Final Fantasy online, focado em cooperação entre jogadores.
Final Fantasy XI é o primeiro MMORPG da franquia, ambientado no mundo de Vana’diel. Diferente dos jogos anteriores, a história é vivida coletivamente, com jogadores explorando o mundo, formando alianças e enfrentando ameaças globais.

O enredo se desenvolve ao longo de expansões, apresentando guerras antigas, deuses e entidades sombrias. O foco está na cooperação e na construção de uma narrativa contínua ao longo dos anos.
- Lançamento: 16 de maio de 2002
- Criador: Square
- Tipo: MMORPG
- Vilão: Variável (diversas expansões)
Final Fantasy XII (2006)
Política, guerras e intrigas em um mundo riquíssimo.
Ambientado em Ivalice, o jogo segue Vaan, um jovem que acaba envolvido em uma complexa trama política entre impérios. A verdadeira protagonista da história é a princesa Ashe, que luta para recuperar seu reino do domínio imperial.

A narrativa é mais madura e realista, focada em política, guerra e poder. O vilão Vayne Solidor se destaca por suas motivações ambíguas, tornando o conflito menos maniqueísta.
- Lançamento: 16 de março de 2006
- Criador: Yasumi Matsuno
- Personagens jogáveis: Vaan, Ashe, Balthier, Fran, Basch
- Vilão: Vayne Solidor
Final Fantasy XIII (2009)
Narrativa linear com forte foco em destino e rebelião.
Final Fantasy XIII apresenta um grupo de personagens marcados como l’Cie, condenados a cumprir um destino imposto por entidades divinas chamadas fal’Cie. A protagonista Lightning lidera a resistência contra esse sistema opressor.

A história é centrada em temas como livre-arbítrio, destino e rebelião. Apesar da narrativa densa e estrutura linear, o jogo se destaca pelo forte desenvolvimento emocional de seus personagens.
- Lançamento: 17 de dezembro de 2009
- Criador: Motomu Toriyama
- Personagens jogáveis: Lightning, Snow, Hope, Fang, Vanille, Sazh
- Vilão: Barthandelus
Final Fantasy XIV (2010 / 2013 – A Realm Reborn)
Um dos MMOs mais aclamados da atualidade, com narrativa contínua e expansões elogiadas.
Após um lançamento problemático, FF XIV renasceu como A Realm Reborn, tornando-se um dos MMORPGs mais aclamados da história. O jogador assume o papel do Guerreiro da Luz, enfrentando ameaças que evoluem a cada expansão.

A narrativa é contínua e extremamente elogiada, abordando guerra, sacrifício, identidade e esperança. Vilões complexos e arcos emocionais profundos transformaram o jogo em um marco da franquia.
- Lançamento: 2010 / relançado em 2013
- Criador: Naoki Yoshida
- Tipo: MMORPG
- Vilão: Vários (Zenos, Ascians, Endsinger)
Final Fantasy XV (2016)
Uma jornada de amizade, perda e amadurecimento em mundo aberto.
A história segue o príncipe Noctis Lucis Caelum em uma jornada para recuperar seu reino e cumprir seu destino como rei. Ao lado de seus amigos Prompto, Ignis e Gladiolus, o jogo enfatiza fortemente a amizade e o companheirismo.

Com mundo aberto e tom melancólico, FF XV aborda temas como perda, amadurecimento e responsabilidade. O vilão Ardyn Izunia é um dos mais trágicos da série, com motivações profundamente pessoais.
- Lançamento: 29 de novembro de 2016
- Criador: Hajime Tabata
- Personagens jogáveis: Noctis, Prompto, Ignis, Gladiolus
- Vilão: Ardyn Izunia
Final Fantasy XVI (2023)
Mais sombrio e adulto, inspirado em fantasia medieval, com foco em ação e política.
Ambientado em um mundo de fantasia medieval sombrio, FF XVI acompanha Clive Rosfield em uma história marcada por vingança, guerra e conflitos políticos. Os Eikons (invocações) e seus Dominantes são o centro do poder e da destruição.

Com tom adulto e narrativa intensa, o jogo foca em temas como opressão, liberdade e o custo do poder. A jogabilidade mais voltada à ação marca uma nova direção para a franquia.
- Lançamento: 22 de junho de 2023
- Criador: Naoki Yoshida
- Personagens jogáveis: Clive Rosfield
- Vilão: Ultima
Final Fantasy além da saga principal
A franquia Final Fantasy é mundialmente conhecida por seus jogos numerados, como Final Fantasy VII, Final Fantasy X e Final Fantasy XV. No entanto, o universo da série vai muito além desses títulos principais. Ao longo de décadas, a Square (e posteriormente a Square Enix) lançou spin-offs, continuações diretas, RPGs táticos, jogos de ação, MMORPGs e até produções para cinema, anime e mangá, expandindo o alcance da franquia de forma impressionante.
Esses jogos e obras paralelas permitiram à série experimentar novos estilos de gameplay, narrativas mais ousadas e formatos diferentes, sem ficar presa às regras tradicionais da numeração principal. Muitos deles se tornaram extremamente populares e influentes, sendo considerados essenciais para fãs da saga. A seguir, confira um guia completo dos Final Fantasy que não fazem parte da numeração principal, com resumos detalhados de cada um.
Final Fantasy Tactics (1997)
Lançado originalmente para PlayStation, Final Fantasy Tactics apresenta uma história densa e madura ambientada no mundo de Ivalice. A trama gira em torno de conflitos políticos, disputas religiosas e guerras entre reinos, acompanhando Ramza Beoulve em uma narrativa repleta de reviravoltas e tragédias.

O jogo se destaca por seu sistema de batalhas estratégicas em mapas quadriculados, onde posicionamento, terreno e classes dos personagens fazem toda a diferença. Até hoje, é considerado um dos melhores RPGs táticos já feitos e um dos roteiros mais elogiados de toda a franquia.
Final Fantasy Tactics Advance (2003)
Final Fantasy Tactics Advance, lançado para Game Boy Advance, traz uma abordagem mais leve e acessível em comparação ao jogo original. A história acompanha Marche, um garoto que é transportado para um mundo mágico inspirado em Ivalice, onde regras estranhas governam os combates.

Apesar do tom mais colorido, o jogo mantém grande profundidade estratégica, com dezenas de classes e habilidades. A narrativa aborda temas como amadurecimento, escapismo e responsabilidade, tornando-se um título marcante para fãs do gênero tático.
Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift (2007)
Sequência direta de Tactics Advance, Final Fantasy Tactics A2 expande ainda mais o universo de Ivalice. O jogo apresenta um número ainda maior de raças jogáveis, missões paralelas e possibilidades de personalização de personagens.

Com uma jogabilidade refinada e enorme longevidade, o título é frequentemente lembrado como uma das experiências táticas mais completas do Nintendo DS e uma evolução natural da fórmula criada nos jogos anteriores.
Final Fantasy X-2 (2003)
Final Fantasy X-2 é a primeira continuação direta numerada da franquia. Ambientado dois anos após os eventos de Final Fantasy X, o jogo acompanha Yuna em um mundo que tenta se reconstruir após a queda de Sin.

A jogabilidade abandona o combate por turnos tradicional e introduz batalhas em tempo real, além de um sistema de troca de classes dinâmica. O tom mais leve e musical dividiu opiniões, mas o jogo ganhou reconhecimento por sua liberdade narrativa e múltiplos finais.
Final Fantasy XIII-2 (2011)
Sequência direta de Final Fantasy XIII, Final Fantasy XIII-2 foca em viagem no tempo e universos alternativos. A história acompanha Serah Farron e Noel Kreiss em uma missão para salvar Lightning e corrigir distorções temporais.

O jogo melhora diversos pontos criticados no título anterior, oferecendo mapas mais abertos, maior liberdade de exploração e um sistema de progressão mais flexível. Sua narrativa complexa se tornou um dos elementos mais discutidos pelos fãs.
Lightning Returns: Final Fantasy XIII (2013)
Encerrando a trilogia XIII, Lightning Returns apresenta uma experiência totalmente diferente. O jogo se passa em um mundo à beira do fim, onde Lightning precisa salvar almas antes do colapso definitivo.

Com foco em ação e gerenciamento de tempo, o título oferece grande liberdade ao jogador, permitindo explorar o mundo e enfrentar desafios na ordem desejada. A abordagem experimental marcou a franquia e dividiu opiniões, mas reforçou o espírito inovador da série.
Crisis Core: Final Fantasy VII (2007)
Crisis Core: Final Fantasy VII é um prelúdio que aprofunda os eventos que antecedem o clássico Final Fantasy VII. A história acompanha Zack Fair, um SOLDIER carismático cujo destino tem forte ligação com Cloud e Sephiroth.

O jogo mistura ação em tempo real com elementos de RPG, além de expandir significativamente o universo do jogo original. Seu final emocionante é frequentemente citado como um dos mais marcantes da franquia.
Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII (2006)
Focado em Vincent Valentine, Dirge of Cerberus aposta em uma jogabilidade de tiro em terceira pessoa, algo incomum para a série. A história se passa após os eventos de Final Fantasy VII e explora ameaças remanescentes da Shinra.

Apesar da recepção mista, o jogo conquistou fãs por expandir a mitologia do universo VII e dar protagonismo a um dos personagens mais misteriosos da saga.
Final Fantasy Type-0 (2011)
Lançado originalmente no Japão para PSP, Final Fantasy Type-0 apresenta uma das narrativas mais sombrias da franquia. A história acompanha um grupo de estudantes militares envolvidos em uma guerra brutal entre nações.

Com um elenco numeroso e jogabilidade focada em ação, o jogo aborda temas como morte, sacrifício e o custo da guerra, oferecendo uma experiência intensa e emocionalmente pesada.
Final Fantasy Crystal Chronicles (2003)
Final Fantasy Crystal Chronicles traz um visual cartunesco e foco em multiplayer cooperativo. O jogo acompanha aventureiros que viajam pelo mundo coletando energia vital para manter sua vila segura.

A experiência foi pensada para ser jogada em grupo, algo raro na época para RPGs de console. Mesmo assim, conquistou fãs por seu estilo artístico único e trilha sonora memorável.
Final Fantasy Dimensions (2010)
Desenvolvido para dispositivos móveis, Final Fantasy Dimensions resgata o estilo clássico dos jogos 2D da era 16-bit. A história é dividida entre dois grupos de heróis em mundos opostos.

Com sistema tradicional de classes e narrativa bem construída, o jogo é frequentemente citado como um dos melhores Final Fantasy mobile já lançados.
Dissidia Final Fantasy (2008)
Dissidia Final Fantasy reúne heróis e vilões de toda a franquia em batalhas épicas. Misturando luta em arena 3D com progressão de RPG, o jogo celebra a história da série de forma única.

Além do fan service, Dissidia possui uma narrativa própria e mecânicas profundas, tornando-se muito mais do que apenas um crossover.
Final Fantasy em outras mídias
Final Fantasy VII: Advent Children (2005)
Filme em CGI que continua a história de Final Fantasy VII, mostrando os personagens lidando com as consequências dos eventos do jogo.

Final Fantasy VII: Advent Children se passa dois anos após os eventos de Final Fantasy VII e acompanha Cloud Strife vivendo isolado enquanto o mundo tenta se recuperar da queda da Shinra e da ameaça de Sephiroth.
Uma nova doença chamada Geostigma começa a se espalhar, ao mesmo tempo em que três misteriosos guerreiros surgem em busca dos resquícios de Sephiroth. Forçado a enfrentar seus traumas do passado, Cloud reúne antigos aliados para impedir que o vilão retorne e ameace novamente o planeta.
Kingsglaive: Final Fantasy XV (2016)
Produção cinematográfica que complementa os acontecimentos de Final Fantasy XV, expandindo o contexto político e emocional do jogo.

Kingsglaive: Final Fantasy XV serve como prólogo do jogo Final Fantasy XV e mostra os acontecimentos paralelos à jornada de Noctis. A história acompanha Nyx Ulric, membro de elite da guarda Kingsglaive, durante a invasão do reino de Lucis pelo império de Niflheim.
Enquanto o rei Regis tenta proteger o Cristal e seu povo, conspirações, traições e batalhas mágicas moldam o destino do reino, revelando o sacrifício necessário para garantir a sobrevivência de Lucis.
Final Fantasy: The Spirits Within (2001)
Filme original sem ligação direta com os jogos, conhecido por seu realismo visual e ambição tecnológica.

Final Fantasy: The Spirits Within apresenta uma história original e independente da franquia, ambientada em um futuro pós-apocalíptico onde a Terra foi devastada por entidades alienígenas conhecidas como Phantoms.
A cientista Aki Ross busca uma forma de salvar a humanidade reunindo oito espíritos fundamentais que podem neutralizar a ameaça alienígena, enquanto conflitos entre ciência, militarização e esperança colocam o destino do planeta em risco.
Animes e Mangás
Incluem obras como Final Fantasy: Unlimited e diversas adaptações em mangá, que exploram novos universos ou reinterpretam histórias conhecidas.
Final Fantasy: Unlimited é um mangá e anime que apresenta uma história original dentro da franquia, ambientada em um universo paralelo conhecido como Mundo Infinito.

A trama acompanha os irmãos Ai e Yuu Hayakawa, que viajam para esse mundo misterioso em busca de seus pais desaparecidos, contando com a ajuda de aliados incomuns, como o enigmático pistoleiro Kaze e a criatura mágica Makenshi.
Ao longo da jornada, o grupo enfrenta criaturas sobrenaturais, vilões poderosos e forças que ameaçam o equilíbrio entre os mundos, explorando temas como fantasia, tecnologia, amadurecimento e destino.
Os novos jogos de Final Fantasy e a reinvenção da franquia
Nos últimos anos, a Square Enix passou a reposicionar Final Fantasy como uma franquia mais cinematográfica, acessível e alinhada aos padrões modernos da indústria dos games. Essa nova fase trouxe mudanças profundas no combate, na narrativa e na forma como as histórias são contadas, sem abandonar completamente as raízes do RPG japonês. Jogos como Final Fantasy XV, Final Fantasy XVI e, principalmente, Final Fantasy VII Remake representam essa transição entre o clássico e o contemporâneo.
Essa renovação também reflete uma estratégia clara: expandir universos já consagrados, aprofundar personagens icônicos e oferecer experiências mais imersivas, tanto para veteranos quanto para novos jogadores. Nesse contexto, o Final Fantasy VII Remake se tornou o maior símbolo dessa nova era da franquia.
Final Fantasy VII Remake: mais do que um remake, uma reimaginação
Lançado em 2020, Final Fantasy VII Remake não é apenas uma atualização gráfica do clássico de 1997. Trata-se de uma reimaginação completa da obra original, reconstruída com tecnologia moderna, narrativa expandida e um novo sistema de combate que mistura ação em tempo real com elementos estratégicos tradicionais da série. O jogo cobre apenas a parte inicial da história, ambientada em Midgar, mas aprofunda esse arco de forma muito mais detalhada.

A cidade de Midgar, que antes funcionava como uma introdução rápida no jogo original, ganha vida própria no remake. Setores são expandidos, personagens secundários recebem mais desenvolvimento e conflitos sociais, políticos e ambientais passam a ter mais destaque. Isso transforma Midgar em um verdadeiro personagem da narrativa, reforçando temas como exploração corporativa, desigualdade social e resistência.
Combate, personagens e narrativa expandida
Uma das mudanças mais marcantes de Final Fantasy VII Remake está no seu sistema de combate. O jogo abandona os turnos tradicionais e adota batalhas em tempo real, mas mantém elementos clássicos como magias, invocações e habilidades especiais através da barra ATB. Esse equilíbrio agrada tanto jogadores que preferem ação quanto fãs do estilo clássico da franquia.
Os personagens também recebem um tratamento muito mais profundo. Cloud, Tifa, Aerith e Barret ganham mais camadas emocionais, diálogos mais naturais e relações mais bem desenvolvidas. Além disso, novos personagens são introduzidos, e figuras que antes tinham pouco tempo de tela passam a desempenhar papéis relevantes na história, enriquecendo ainda mais o universo do jogo.
Mudanças na história e impacto no futuro da saga
Um dos aspectos mais discutidos de Final Fantasy VII Remake é sua abordagem narrativa ousada. Embora siga os eventos principais do jogo original, o remake introduz elementos que sugerem alterações no destino dos personagens e no próprio fluxo da história. Isso transformou o projeto em algo maior do que um simples remake, abrindo espaço para surpresas mesmo para quem já conhece o enredo clássico.
Final Fantasy VII Rebirth
Final Fantasy VII Rebirth é um RPG de ação desenvolvido e publicado pela Square Enix e representa a segunda parte da trilogia de reimaginação de Final Fantasy VII, clássico lançado originalmente em 1997. Lançado em 2024, o jogo dá continuidade direta aos acontecimentos de Final Fantasy VII Remake, expandindo de forma significativa o universo, os personagens e a narrativa. Mais do que um simples remake, Rebirth se posiciona como uma releitura ambiciosa, que respeita a obra original enquanto introduz novas ideias, mudanças narrativas e uma escala muito maior de exploração.
Diferente do primeiro capítulo da trilogia, que se concentrava quase inteiramente na cidade de Midgar, Final Fantasy VII Rebirth leva os jogadores para um mundo muito mais amplo e aberto, permitindo explorar diversas regiões icônicas do jogo original. Ao longo da jornada, Cloud Strife e seus companheiros atravessam cidades, vilarejos, áreas naturais e locais marcantes do universo da franquia, encontrando personagens memoráveis, segredos e uma grande variedade de missões secundárias. Essa estrutura mais aberta contribui para um ritmo de jogo mais livre e para uma sensação constante de aventura.

O sistema de combate evolui em relação ao apresentado em Final Fantasy VII Remake, mantendo a combinação entre ação em tempo real e elementos estratégicos clássicos da série. O jogador pode alternar entre os membros do grupo durante as batalhas, utilizar magias, habilidades especiais e ataques físicos, além de explorar o novo sistema de habilidades de sinergia, que incentiva o trabalho em equipe entre os personagens. Essa evolução torna os confrontos mais dinâmicos, profundos e visualmente impressionantes, agradando tanto fãs antigos quanto novos jogadores.
No aspecto narrativo, Rebirth aprofunda os conflitos centrais da história, explorando temas como destino, identidade, amizade e sacrifício. A ameaça da Shinra continua presente, enquanto a figura de Sephiroth, um dos vilões mais icônicos da história dos videogames, ganha ainda mais destaque e mistério. O jogo também se permite reinterpretar eventos clássicos, criando surpresas e debates entre os fãs sobre os rumos da trama em relação ao material original.
Dentro da franquia Final Fantasy, Final Fantasy VII Rebirth se destaca como um dos projetos mais ousados e grandiosos já produzidos pela Square Enix. Ele não apenas homenageia um dos jogos mais importantes da história dos RPGs, como também demonstra a capacidade da série de se reinventar, mantendo sua relevância décadas após seu surgimento. Para fãs da saga e para quem acompanha a evolução da franquia, Rebirth é um capítulo essencial nessa nova era de Final Fantasy.
O papel do Remake e Rebirth na nova era de Final Fantasy
Final Fantasy VII Remake e Rebirth representam um ponto de virada para a franquia. Ele demonstra como é possível respeitar o legado de um clássico ao mesmo tempo em que se arrisca criativamente. Seu sucesso comercial e crítico reforçou a confiança da Square Enix em projetos ambiciosos, pavimentando o caminho para títulos como Final Fantasy XVI e futuras expansões do universo VII.
Para muitos fãs, o remake/rebirth é a prova de que Final Fantasy continua relevante, capaz de evoluir com o tempo sem perder sua essência. Mais do que nostalgia, o jogo oferece uma nova forma de viver uma das histórias mais importantes da história dos videogames.
Conclusão
Final Fantasy é muito mais do que uma série de jogos: é uma legado cultural que atravessa gerações, sempre se reinventando sem perder sua essência. Seja através de batalhas épicas, trilhas sonoras inesquecíveis ou histórias emocionantes, a franquia continua encantando milhões de jogadores ao redor do mundo.
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