As 20 melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos

Mais uma lista para polemizar, dessa vez postamos na nossa opinião a lista com as 20 melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos.

Sem mais demora, vamos a lista:

Menções honrosas:

Elektra Saga, de Frank Miller e Klaus Janson

A morte de Gwen Stacy, de Gerry Conway, Gil Kane e John Romita

Desafio Infinito, de Jim Starlin, George Perez, Rom Lin e Joe Rubinstein

A saga das trevas eternas, de Paul Levitz, Keith Giffen e Larry Mahlstedt

Gótico Americano de Alan Moore, Stephen Bissette, John Totleben, Rick Veitch, Stan Woch, Ron Randall, Alfredo Alcala e Tom Mandrake

20 – Marvels, de Kurt Busiek e Alex Ross

Marvels foi a obra que fez eu conhecer o fantástico artista Alex Ross. Eu achava seus desenhos, na minha opinião obviamente, perfeitos, principalmente quando li essa obra pela primeira vez.

Edição número um de Marvels de um total de quatro edições

O que acho mais legal em Marvels, além da fabulosa arte, é o fato da história de Kurt Busiek ter como protagonista um personagem narrador humano sem poderes, um repórter, que vira testemunha do aparecimento dos heróis no nosso planeta e de toda a comoção e consequências que isso causaria na humanidade.

Marvels é fantástica e foi a obra que mostrou com a maior maestria e coerência como seria um mundo onde os super heróis realmente existissem.

19 – X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido, de de Chris Claremont, John Byrne e Terry Austin

História criada por Chris Claremont e John Byrne, dupla que foi a responsável pelo grande sucesso dos X-Men. Essa brilhante história foi publicada em Uncanny X-Men, números 141 e 142, em 1981 (no Brasil nas revistas Superaventuras Marvel números 45 e 46, em 1986).

Edição número um de Dias de um Futuro Esquecido

A história tem lugar em uma Nova York distópica durante o ano de  2013 (e pensar que naquela época achávamos esse ano um futuro distante). Neste contexto, a sociedade passa a ter três diferentes castas: a dos Humanos Normais que, desprovidos de genes mutantes, podem procriar; a dos Humanos Anormais, pessoas comuns portadoras dos genes mutantes que não podem procriar; e a dos Mutantes, que são caçados, perseguidos com o amparo da lei e, quando não mortos, obrigados a viver em campos de concentração.

Em 2013 os X-Men planejam uma missão suicida para tentar mudar o passado. Praticamente, quase todos os mutantes morreram e os únicos sobreviventes, utilizavam colares para inibir seus poderes. A Missão consistia em voltar ao passado e impedir o ataque terrorista do grupo de vilões “Irmandade dos Mutantes” à uma conferência no Capitólio da Casa Branca, onde eles mataram Charles Xavier, Moira McTargget e a figura mais importante desta conferência, o senador Kelly, um forte candidato à presidência dos Estados Unidos da América e um não-simpatizante da causa mutante. Este evento desencadearia a opinião popular contra os mutantes e a posterior aprovação da lei que reativaria o projeto Sentinela.

Dias de um futuro esquecido já foi adaptada para desenho, filme, jogos e é uma das obras mais importantes da história dos X-Men.

18 – Batman, O Longo dia das Bruxas, de Jeph Loeb e Tim Sale

Publicado originalmente em 1996, O Longo Dia das Bruxas se tornou um sucesso de crítica e público, apresentando o vigilante no início de sua carreira quebrando a cabeça para prender um assassino em série que age nos feriados. O assassino recebe o apelido de Feriado pela imprensa. E em meio a tudo isso, o Homem-Morcego se une com Gordon e um jovem Harvey Dent para terminar com a soberania criminosa da Família Falcone em Gotham City.

Edição especial de O Longo dia das Bruxas

Contando esse resumo da história dá para perceber claramente de onde Christopher Nolan se inspirou para criar o seu magnífico filme, Cavaleiro das Trevas.

A história se desenvolve por um longo ano, até o próximo dia das bruxas, quando o assassino finalmente é descoberto e apreendido. Porém, no meio disso, o Cavaleiro das Trevas precisa enfrentar vários de seus vilões mais clássicos, como Coringa, Espantalho, Hera Venenosa e Chapeleiro Louco.

17 – Sandman – Prelúdios e Noturnos, de Neil Gaiman, Sam Kieth e Mike Dringerberg

Quando Sandman foi lançado pela primeira vez, Neil Gaiman afirmou isso em uma entrevista, que tinha escrito as primeiras histórias, e o resto ele tinha apenas uma pequena ideia na cabeça.

Edição número um de Sandman

Essas primeiras histórias de Sandman, que no começo eram apenas histórias mas depois com o avanço de Sandman e a criação de arcos para dividir a obra em diversas histórias vieram a ser conhecidas como Prelúdios e Noturnos.

Aqui, basicamente, Neil Gaiman conta como Morpheus foi aprisionado por um grupo de humanos passando décadas preso e depois como ele consegue fugir e a sua busca por suas ferramentas, seu elmo, sua algibeira e seu rubi, que haviam sido roubados ao longo dessas décadas.

Esse arco possui momentos únicos, magníficos, históricos para os quadrinhos, como o duelo no inferno, John Dee no restaurante, Morpheus com John Constantine, entre outros.

16 – Guerra civil, de Mark Millar, Steve McNiven e Dexter Vines

A história começa com uma tragédia, depois da morte de centenas de pessoas em Stamford ocasionada por uma ação impensada dos Novos Guerreiros que só pensavam em angariar mais espectadores para seu reality show, os heróis se dividem em dois grupos. Um grupo, que queria o registro dos heróis, liderados pelo Homem de Ferro, e outro grupo, que lutavam pela liberdade total, liderados pelo Capitão América.

Edição número um de Guerra Civil de um total de sete edições

Guerra Civil é uma história de heróis contra heróis, o que pode incomodar um pouco, pois não é comum vermos nossos heróis preferidos fazerem atitudes comuns a vilões, como golpes sujos, enganações, tramoias, experimentos científicos questionáveis para conseguir completar seus objetivos e até assassinatos de outros heróis, que faz com que essa história tenha várias camadas para entendermos o que está acontecendo.

Guerra Civil abriu espaço para uma renovação do Universo Marvel e é uma saga muito bem construída que propõe debates e conversas sérias, pois é muito difícil apenas escolher um lado, podemos concordar com algumas coisas de um grupo e outras de outro, mas o mais natural aqui é ficarmos em cima do muro, evitando os extremos, afinal de contas até dentro de grupos de pessoas heroicas, honradas, com super poderes, o extremismo é péssimo, fazendo com que o que poderia ter sido resolvido com uma conversa tenha que ter causado tanto caos, dor e mortes.

15 – Superman – Grandes Astros, de Grant Morrison e Frank Quitely

Eu diria que Superman Grandes Astros é a história definitiva do super herói mais super herói de todos os tempos, o primeiro herói criado, o super-homem.

Edição número um de Grandes Astros de um total de doze edições

O que o Superman faria se soubesse que iria morrer em um ano? Em razão de uma armadilha feita pelo seu eterno arqui-inimigo, Lex Luthor, que sobrecarregou suas células com energia solar fazendo com que elas comecem a morrer, condição logo detectada pelo cientista Leo Quintum, Superman passa a fazer uma espécie de lista de tarefas que tem que completar antes de morrer, dentre elas contar sua identidade para Lois Lane, resolver a questão da cidade miniaturizada de Kandor, miniaturizado por Brainiac, e uma infinidade de outros problemas.

Grandes Astros Superman pode facilmente ser definida como a HQ definitiva do Homem de Aço. É uma homenagem a tudo que o herói viveu em sua história, e mostra tudo aquilo que ele representa, o primeiro e o mais nobre entre os heróis.

14 – Sandman – A Casa de Bonecas, de Neil Gaiman, Mike Dringerberg e Malcolm Jones III

Neil Gaiman está, com toda certeza entre os cem maiores escritores de todos os tempos, e em relação apenas a quadrinhos, ele entraria fácil no top das maioria dos críticos e apreciadores de quadrinhos e Sandman com certeza é sua obra prima e o arco a casa de bonecas foi onde as histórias de Morpheus começaram a ganhar corpo e densidade e se tornarem o que se tornaram.

Edição número dez de Sandman

Nesse arco, após recuperar seu elmo e algibeira e do rubi ter sido destruído no primeiro arco, Prelúdios e Noturnos, Morpheus começa no plano de reconstruir o seu reino e descobre que quatro grandes haviam sumido do sonhar (Corintio, Bruto, Glob e o Verde do Violinista) além da exisxtência de um Vortex, Rose Walker, neta de Unity Kincaid, que poderia destruir o sonhar.

Esse arco termina de uma forma surpreendente e eu me lembro bem no dia que li essa arco pela primeira vez, a mais ou menos 30 anos atrás, a sucessão de momentos de explodir a cabeça que tive. Lembro como se fosse hoje.

13 – Guerras Secretas, de Jonathan Hickman, Esad Ribić e Ive Svorcina

Guerras Secretas, de 2015, pode ser definido como representando para a Marvel o que Crise nas Infinitas Terras representou para a DC, o fim de um emaranhado de multiversos em quem nem mais os escritores estavam mais se encontrando precisando de certa forma um recomeço a partir de um ponto cataclísmico.

Edição de Guerras Secretas

Quando Guerras Secretas começa, o Doutor Destino e o Doutor Estranho, junto com o Homem-Molecular da Terra-616 (o Universo Marvel  normal) encontram-se com os Beyonders. Enquanto isso, as duas últimas Terras encontram-se em choque – a Terra-616 e a Terra-1610 (o Universo Marvel Ultimate), com seus respectivos heróis em pleno combate, já que, se uma Terra for destruída, a outra sobrevive.

Resumindo, Guerras Secretas é uma espécie de reboot do Universo Marvel em que a editora aproveitou a oportunidade para trabalhar completamente livre do peso imposto pela continuidade para, depois, aproveitar do que deu certo para efetivamente partir desse ponto.

12 – Homem-Aranha – a última caçada de Kraven, de J.M. DeMatteis, Mike Zeck e Bob McLeod

A melhor história do Homem-Aranha, resumindo assim, já seria motivo mais que suficiente para colocar essa obra na lista, vista a popularidade do teioso e pelo fato de ser um dos meus personagens favoritos, junto com Demolidor e Justiceiro, mas além de tudo essa história quando você a lê pela primeira vez é como se você fosse surpreendido pois não era algo que se espera de uma história do amigo da vizinhança.

Edição Especial da obra A Ultima Caçada de Kraven

Peter Parker, recém casado com Mary Jane, precisa lidar com muitas coisas ao mesmo tempo, além dos problemas diários que enfrenta sendo Homem Aranha, tem as atribulações da sua nova vida de casado como Peter Parker. E, em meio a isso tudo, surge o personagem protagonista da obra, Kraven, que arquiteta um plano audacioso que consiste em, finalmente, realizar seu objetivo de capturar e superar sua maior presa: o Homem-Aranha.

A Última Caçada de Kraven nos apresenta uma relação antagônica entre Homem-Aranha e Kraven, com muita tensão e drama, uma história trágica, que levanta questões filosóficas que em até certa medida pode deixar uma certo desconforto no leitor, mas que merece o título de clássico e o seu lugar nessa humilde lista.

11 – Reino do amanhã, Mark Waid e Alex Ross

Mais uma obra prima desenhada pelo cultuado artista dos desenhos Alex Ross, e com excelente roteiro de Mark Waid essa obra é uma daquelas obras que já nasceram clássica devido combinar com uma perfeição poucas vezes vista, roteiro e arte.

Edição número um de O Reino do Amanhã de um total de quatro edições

Assim como em Marvels, essa obra possui um personagem testemunha narrador, chamado Norman McCoy, e é através dele que descobrimos uma nova geração de heróis que, após eliminaram os supervilões do passado, agora vagam pelo mundo sem propósito ou causa, arrumando brigas entre si para satisfazerem seus egos e sua sede de combates e violência, sem se importarem com a segurança de transeuntes inocentes. Esta indiferença super-humana resulta num mundo de decadência humana e ruas em ruínas. Algo que vimos em The Boys atualmente.

Nesse contexto que os heróis antigos como Super Homem, Mulher Maravilha e um Batman envelhecido tem que lidar com essa nova realidade mundial.

10 – Crise nas infinitas terras, de Marv Wolfman, George Perez, Dick Giordano e Jerry Ordway

Série criada para “consertar” os problemas de continuidades e confusões entre diversas versões dos mesmos heróis e vilões além de furos colecionadas ao longo de décadas.

Edição número um de Crise nas Infinitas Terras de um total de três edições

Essa série praticamente reformulou todo o universo DC e nela morreu muitos heróis e vilões, inclusive universos inteiros foram dizimados no decorrer da história, contando assim com um grande apelo dramático para os fãs.

Devido ao tamanho da empreitada, essa obra possui alguns problemas, mas que não diminuem em nada a importância e qualidade da obra, que possui desenhos com uma qualidade muito boa principalmente nos planos que mostram todos os heróis ou uma visão geral das terras ou dos universos. Uma leitura obrigatória para todo fã de história de quadrinhos de super heróis.

9 – A saga da fênix negra, de Chris Claremont, John Byrne and Terry Austin

Escrita por Chris Claremont e com desenhos de John Byrne e Dave Crockrum, A saga da Fenix Negra é considerada por muitas pessoas, eu inclusive, como um dos maiores clássicos da Marvel e que mudou a vida dos X-Men para sempre e pode ser considerada também o ápice da parceria Byrne/Claremont.

Edição especial da obra A Saga da Fênix Negra

A Fênix é uma das mais antigas e poderosas entidades cósmicas da Marvel, sendo uma manifestação imortal, indestrutível e mutável da principal força do universo, a vida. A entidade Fênix se junta a Jean Grey, convivendo com ela por um tempo, até um ponto devido a acontecimentos na história que a entidade acaba transformando a doce Jean, numa das vilãs mais temida dos X-Men.

8 – Batman – A piada mortal, de Alan Moore, Brian Bolland e John Higgins

Uma história curta, em uma única edição, cheia de reviravoltas, com dúvidas que perduram até hoje, que mostra um Coringa completamente enlouquecido que após fugir da prisão decide expandir o seu reinado de terror e transformar o Comissário Gordon e sua filha em alvos de sua onda de violência.

Edição especial da obra Batman a Piada Mortal

Escrita por Alan Moore, presença constante nessa lista, é Batman – a piada mortal é uma obra extremamente violenta, mais que o usual, com cenas até certo aterrorizantes para uma história de super herói e o seu final levanta discussões até hoje. Com certeza uma das obras mais importantes dos quadrinhos.

7 – V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd

V de Vingança conta a história de um revolucionário que na Inglaterra quer destruir o estado em futuro distópico e pós-apocaliptico em 1997. Escrita pelo maior de todos, Alan Moore, e desenhada em grande parte por David Lloyd e lançada entre os anos de 1982 e 1983.

Edição número um de V de Vnigança de um total de 5 edições

Apesar de usar como pano de fundo uma época bem definida, os anos 80 inglês o governo da primeira ministra Margaret Thatcher, que era conhecida como a Dama de Ferro, misturado com um clima de terceira guerra mundial e governos absolutistas e ditatoriais V de Vingança é uma obra atemporal, sendo considerada muito atual ainda nos dias de hoje, visto os problemas do passado parecem que gostam de retornar para nos assombrar.

V de Vingança possui personagens marcantes, cheios de profundidades, camadas, como o anti herói da história, o “terrorista” conhecido como “V”, temos o detetive Eric Finch e a Evey Hammond, uma personagem que possui um crescimento muito grande durante a passagem da história.

6 – Demolidor: A queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli

A obra definitiva do Demolidor, escrita por Frank Miller e desenhada por David Mazzuchelli.

A queda de Murdock é uma reflexão da sociedade através da história de Matt, ele basicamente come o pão que o diabo amassou, e tem a escolha de desistir de tudo ou dar a volta por cima e vencer.

Edição especial da obra Demolidor A Queda de Murdock

Matt é completamente destruído por influência do Rei do Crime, mas ninguém se movimentou para tentar parar isso, ele está ali como uma força natural e sem amarras morais.

O início é marcante, quando Karen Page “vende” o segredo da identidade do Demolidor por uma dose de heroína, passando por outros momentos de igual impacto, como quando Matt leva uma Rei do Crime que resolve não matá-lo ali mesmo quanto sua virada no final.

5 – Batman – Ano um, de Frank Miller e David Mazzucchelli

O história de origem definitiva para o Batman, escrita pelo mestre Frank Miller e com ótimos desenhos de David Mazzucchelli (em mais uma parceria de sucesso), que mostram uma Gotham City super sombria.

Edição especial da obra Batman Ano Um

Ano Um conta a história contada pelo ponto de vista de Bruce Wayne e do Tenente Gordon. Aqui acompanhamos a chegada de Gordon em Gotham City e ele dando de cara com uma corporação policial corrupta e associada ao poderoso mafioso, Carmine Falcone. enquanto Bruce Wayne chega a Gotham após anos de rigorosos treinamentos de combate e estudos de como combater o crime.

Após Batman começar a agir políticos e mafiosos intimidados pelo misterioso vigilante colocam nas ruas seus melhores homens sob o comando de Gordon para caçar o morcego. Por algumas vezes, Batman é acometido por falhas que como ele mesmo diz, só escapou por “Sorte. Sorte de principiante”.  E é aí que também surgem as indagações na mente do até então tenente Gordon se estaria realmente do lado certo.

4 – Maus, de Art Spiegelman

Diferentes das outras histórias dessa lista, essa não conta a história de um super herói ou um grupo de heróis, ou divindades, imortais, místicos, ou algo do gênero.

Edição da obra Maus

Maus conta a história do pai de Art, Vladek Spiegelman, um judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Vladek conta a história ao filho com seu “inglês quebrado,” característico dos imigrantes, e narra as atrocidades pelas quais passou. Na obra, seres humanos são classificados como diferentes animais: judeus são ratos, nazistas são gatos, poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros.

É uma história intimista, que conta um momento muito aterrorizante da história da humanidade, e faz isso de uma forma que você se emociona e sente o que o autor escreve a cada palavra, a cada imagem. Foi a única obra em quadrinhos a ganhar um prêmio Pulitzer, isso em 1992.

3 – Sandman – Estação das brumas, de Neil Gaiman, Kelley Jones, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Matt Wagner, Dick Giordano, George Pratt e P. Craig Russell

Em terceiro lugar, está o melhor arco de Sandman, obra prima de Neil Gaiman, Estação das Brumas, que possui muitos momentos marcantes.

Edição Número um de Sandman

Esse arco mostra a primeira vez a reunião de todos os perpétuos, com exceção de Destruição, obviamente. O jantar entre eles com certeza é um dos momentos mais emblemáticos dos quadrinhos. Depois disso a ida de Morpheus ao Inferno, o encontro com Lúcifer e o jeito que esse encontro termina quebra todas as expectativas. Além de como Morpheus lida com as consequências do presente que ganhou de Lúcifer é outro exemplo de um momento emblemático, histórico.

Sem contar que as consequências de estação das brumas perseguem Morpheus até o final de sua jornada.

2 – Batman – O cavaleiro das trevas, de Frank Miller e Klaus Janson

Mais uma obra prima escrita por Fran Miller, The Dark Knight mostra um Bruce Wayne mais cansado, que aos 55 anos decide voltar a agir como o Batman para combater a Gangue Mutante, fazendo frente também à oposição da polícia de Gotham (que tem agora o Comissário Jim Gordon aposentado-se de sua carreira policial) e o governo dos Estados Unidos. Os heróis do mundo todo estão extintos por lei, havendo apenas o Superman, que passou a agir em nome do governo americano.

Edição especial da obra Batman O Cavaleiro das Trevas

Uma das histórias em quadrinhos mais importantes, que na minha opinião, apesar de ficar um pouco atrás de Watchman, ajudou junto com essa obra e Sandman, a mudar os quadrinhos de patamar. Em Cavaleiro das Trevas não se vê a leveza que se via nas histórias de super heróis antes dessa época.

Nessa época o público conhecia o Batman da TV, que era muito mais comédia e agradava um público diferente, então o impacto que Batman o Cavaleiro das Trevas teve para o público foi tamanho que até hoje influencia escritores e desenhistas.

1 – Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons

Watchmen narra uma história de um Estados Unidos fictício que, em 1985, são um país totalitário e isolado do resto do mundo. Nesse momento, o equilíbrio entre forças no planeta é garantido a partir de presenças de arsenais nucleares e das figuras chamadas como super-heróis.

Edição número um de Watchmen de um total de seis edições

Watchmen é um marco nas histórias em quadrinhos, possui uma história complexa, com outras histórias dentro da história principal, além de figuras de linguagens, flashbacks e outras construções de textos mais elaboradas e questões mais adultas para um quadrinho como orientação sexual, preconceitos, estupro, isso dentro de um grupo de super heróis que antes nas histórias em quadrinhos eram vistos como sempre bons e além de desejos sexuais humanos.

Na minha opinião com certeza essa é a obra definitiva. Gosto muito e foi a experiência mais impactante para mim ao ler um quadrinho. Eu sei que existe algumas pessoas que não gostam de Watchmen, afinal gosto pessoal é, como diz o próprio nome, pessoal, e respeito essas opiniões, mas mesmo para essas pessoas uma coisa que não tem como negar que essa seja a obra mais importante das histórias em quadrinhos, criada pelo maior, Alan Moore.

E você, o que achou da nossa lista, concordou? Provavelmente não, diga aí nos comentários o que pensa diferente, o que mudaria ou nos escreva qual suas histórias preferidas.

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Publicado por Operário Nerd

Entusiasta e apreciador por décadas de filmes, séries, jogos, quadrinhos, rpgs e demais mídias de boas obras da cultura pop, desde as mais conhecidas quanto as mais obscuras.

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